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Aldo crê em fim de greve no metrô de SP antes de abertura

9 jun 2014
18h14
atualizado às 19h02
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A greve dos metroviários de São Paulo não será um problema para o torcedor chegar à partida de abertura da Copa do Mundo, na próxima quinta-feira, segundo o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que aposta numa solução para a paralisação até o jogo entre Brasil e Croácia.

<p>Metroviários estão em greve desde a última quinta-feira</p>
Metroviários estão em greve desde a última quinta-feira
Foto: Bruno Santos / Terra

O metrô é o principal acesso à Arena Corinthians, construída na zona leste da capital paulista, e a greve, que começou na semana passada, causaria grandes transtornos no dia da abertura do Mundial, caso se mantenha.

“Tenha paciência que o problema vai ser resolvido (até a abertura)”, disse Aldo no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira.  “Não entre em desespero porque o problema vai ser resolvido”, acrescentou ele.

A paralisação dos metroviários de São Paulo por melhores salários começou na quinta-feira passada, deixando milhões de pessoas com problemas para ir e voltar do trabalho. Nesta segunda-feira, houve confronto entre policiais e manifestantes em uma estação de metrô.

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A Justiça do Trabalho já considerou a greve ilegal, mas a paralisação continuava no começo desta semana. “Já há uma decisão na Justiça que deve ser cumprida”, afirmou o ministro do Esporte na abertura de um centro de mídia para a Copa do Mundo.

Do lado de fora, cerca de 100 pessoas ligadas a partidos políticos e a professores em greve fizeram um protesto e interditaram uma das faixas da praia de Copacabana durante a presença das autoridade no centro de imprensa.

A jornalistas nacionais e muitos estrangeiros, Aldo disse que o Brasil não vai esconder suas "mazelas" durante o Mundial e sugeriu que o país é tão ou mais seguro, apesar de protestos e conflitos sociais, que países ricos.

"Quero que todos sejam bem-vindos, que se deparem com as nossas mazelas, problemas que não queremos esconder, mas que convivam com as virtudes civilizatórias de uma população que não cultiva o ódio étnico, racial, religioso e que tem tolerância, respeito e convivência", declarou.

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Os metroviários do Rio de Janeiro fazem assembleias nesta segunda e terça-feiras para definir se também iniciam uma greve nos próximos dias. Ao contrário de São Paulo, o metrô do Rio é uma concessão privada e, por enquanto, as autoridades fluminenses acompanham as tratativas entre patrões e empregados.

“Nem sabia que a data-base deles é agora”, afirmou o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, que pretende entrar em contato com a direção do metrô do Rio. Pezão admitiu que uma eventual greve vai prejudicar o acesso de torcedores ao Maracanã, estádio de encerramento do Mundial e que vai receber sete jogos na Copa do Mundo.

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As autoridades orientam desde o começo do ano o uso do metrô como melhor acesso ao estádio. “Claro que uma greve prejudica; mas temos alternativas como trem, táxi e vai ter feriado e ponto facultativo para ajudar muito”, afirmou Pezão. No Rio de Janeiro há outras categorias em greve, como servidores da educação estadual e municipal, servidores da saúde, seguranças de banco e servidores culturais.

“Temos 3 mil museus no Brasil e são 30 em greve. Além do que temos muitas outras opções de lazer para os turistas que vão além dos museus”, minimizou a ministra da Cultura, Marta Suplicy.

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