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Após morte de atleta, indiano pede leis mais severas no luge

15 fev 2010
05h19

O indiano Shiva Keshavan crê que o acidente envolvendo o georgiano Nodar Kumaritashvili poderia não ter sido fatal. Em choque com a morte do atleta no treino do luge na última sexta-feira em Whistler, o representante do país asiático exigiu um regulamento mais rigoroso na arriscada modalidade e criticou a pista dos Jogos de Vancouver. A informação é da agência de notícias Reuters.

Keshavan, 28 anos e 29º colocado do luge simples masculino em Vancouver 2010, acredita que Kumaritashvili teria sobrevivido ao acidente caso houvesse uma parede de proteção, instalada na pista após o acidente do georgiano.

O indiano, que competiu na Olimpíada de Inverno com uma vértebra fraturada, lembrou que acidentes acontecem o tempo todo no luge - inclusive ele já sofreu quedas. Contudo, Keshavan disse não admitir o fato de Kumaritashvili ter sido atirado da pista - o georgiano bateu com seu trenó a uma velocidade de 144 km/h em uma parede e foi lançado contra uma haste metálica.

Após investigações na curva da morte do georgiano, a Federação Internacional de Luge (FIL) concluiu que o acidente foi resultado de uma falha humana - do próprio atleta. Keshavan refutou entrar em um "jogo de acusações" sobre o responsável da fatalidade no Whistler Sliding Center, mas salientou que os organizadores deveriam garantir a permanência dos competidores no circuito mesmo em caso de quebra do trenó.

Keshavan também negou a tese do técnico alemão Wolfgang Staudinger, da seleção canadense de luge. O treinador havia dito que o acidente ocorreu porque Kumaritashvili vinha de um país exótico, que se aventurava na modalidade. Para o indiano, contudo, atletas de quaisquer nacionalidades estão sujeitos a acidentes.

Entenda o caso

O georgiano Nodar Kumaritashvili, 21 anos, morreu nesta sexta-feira após sofrer um grave acidente no treinamento do luge, no Whistler Sliding Center. O atleta estava em uma velocidade de 144 km/h quando perdeu o controle de seu trenó, bateu contra a parede de gelo e, depois, contra uma haste na pista.

A equipe médica dos Jogos de Vancouver tentou realizar procedimentos de reanimação, como massagem cardíaca e respiração boca a boca, antes de chamar um helicóptero para transferir Kumaritashvili ao hospital. O atleta, que havia iniciado a carreira profissional há dois anos, teve a morte anunciada horas depois pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Para Keshavan, georgiano poderia ter sobrevivido ao acidente
Para Keshavan, georgiano poderia ter sobrevivido ao acidente
Foto: AP
Fonte: Terra
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