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Armstrong avalia admitir doping para voltar ao esporte, diz jornal

5 jan 2013
08h22
atualizado às 11h33
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O ciclista americano Lance Armstrong, que perdeu seus sete títulos do Tour de France devido a acusações de doping, está pensando na possibilidade de admitir que utilizou substâncias proibidas para melhorar seu rendimento. A informação foi publicada pelo jornal americano The New York Times.

Lance Armstrong perdeu os sete títulos da Volta da França devido a acusações de doping
Lance Armstrong perdeu os sete títulos da Volta da França devido a acusações de doping
Foto: Getty Images / Terra

Armstrong disse a pessoas próximas e funcionários antidoping que está considerando admitir o uso de doping sanguíneo durante sua carreira em um esforço para restaurar sua credibilidade. Com isso, o americano teria a intenção de persuadir os órgãos antidoping dpara poder retomar a carreira esportiva. Segundo o jornal, ele tem interesse em participar de competições de triatlo e corrida, mas essas são sancionadas por organizações que aderem ao código mundial antidoping, sob o qual o ex-atleta, 41 anos, recebeu um banimento para toda a vida. O diário não identificou suas fontes, mas citou "várias pessoas com conhecimento direto da situação".

A UCI (União Ciclística Internacional) apagou no fim do ano passado os resultados de Armstrong na Volta da França dos livros de história deste esporte, quando ele decidiu não recorrer das decisões impostas pela Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada).

Um relatório da Usada chegou à conclusão de que Armstrong ajudou a coordenar o programa antidoping mais sofisticado da história do esporte. O relatório inclui centenas de páginas com testemunhos, e-mails, registros financeiros e análises de laboratório de amostras de sangue.

Apesar de todas as evidências, Armstrong negou veementemente a utilização do doping. Tim Herman, advogado de Armstrong, disse ao mesmo jornal que não está ciente de que seu cliente tenha planos de admitir sua culpa. "Não sei sobre isso. Suponho que tudo é possível, claro. Neste momento, realmente não está sobre a mesa", declarou Herman.

 

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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