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Armstrong se inspira em "herói" Clinton e diz: as pessoas perdoam

14 mar 2013
11h23
atualizado às 11h23
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De lenda do ciclismo a nome apagado dos livros de história do esporte, Lance Armstrong, 41 anos, sonha com o “renascimento”. Analisando que “ao final as pessoas perdoam e esquecem”, o ex-atleta fala em superar o escândalo de doping do mesmo modo como o ex-presidente americano Bill Clinton deu a volta por cima.

Armstrong conversa com ex-presidente em 2008, durante encontro de líderes globais promovido pela Clinton Global Initiative, em Nova York
Armstrong conversa com ex-presidente em 2008, durante encontro de líderes globais promovido pela Clinton Global Initiative, em Nova York
Foto: Getty Images

Clinton, 66 anos, presidiu os Estados Unidos de 1993 a 2001 e sofreu em 1998 um processo de impeachment devido ao escândalo sexual envolvendo a estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. Clinton acabou absolvido pelo Senado e deixou a presidência com uma das mais altas taxas de aprovação da história moderna do país (68%).

Em entrevista à revista americana Texas Monthly, Armstrong definiu o ex-presidente como um “herói”. O ex-ciclista ressaltou que “ao final as pessoas perdoam e esquecem e lembram aquilo que você fez de bom”. Ele admitiu que isso “é difícil”, mas lembrou que “Clinton conseguiu e depois de dez anos” se tornou “o presidente do mundo”, tendo ainda hoje bastante influência na política internacional.

Em janeiro, Armstrong admitiu, em entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey, que usou transfusões de sangue, EPO (eritropoietina) e testosterona sistematicamente durante a carreira. Até então, ele sempre havia negado as acusações de doping.

<p>Armstrong confessou uso de doping em entrevista a Oprah Winfrey</p>
Armstrong confessou uso de doping em entrevista a Oprah Winfrey
Foto: Reuters

No fim do ano passado, a UCI (União Ciclística Internacional) retirou os sete títulos de Armstrong na Volta da França, acatando um relatório divulgado pela Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada). O dossiê da agência incluiu mais de 1 mil páginas com testemunhos, e-mails, registros financeiros e análises de laboratório de amostras de sangue, chegando à conclusão de que o ex-atleta coordenou o “mais sofisticado” esquema de doping que o esporte já viu.

Desde a confissão, o ex-ciclista disse que vem sofrendo um “banho de sangue”, mas ressaltou que isso já era esperado. Ele teve câncer no testículo em 1996 e superou a doença para voltar às competições. Depois disso, em 1997, criou a Livestrong, fundação sem fins lucrativos que até aqui arrecadou aproximadamente US$ 500 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) para auxiliar pacientes com câncer.

 

Fonte: Terra
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