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Vôlei
Sexta, 11 de junho de 2004, 16h48 
Vôlei feminino busca ouro com time de estrelas
 
Marcela Mourão
Da Redação Terra
 
Divulgação
A experiente levantadora Fernanda Venturini
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Para muitas, as principais jogadoras, esta será a última Olimpíada. Outras vão participar da primeira e, por isso, agarram-se nas experientes para não se deixar levar pelo glamour dos Jogos e se concentrar na preparação. Assim é a Seleção Brasileira feminina de vôlei, sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, medalhista de ouro em Barcelona/92, com a equipe masculina.

Desde o ano passado, o país respira aliviado com o retorno de craques como Fernanda Venturini, Leila, Fofão, Virna e Bia - jogadoras de decisão do time. Mas para Zé Roberto isso não basta. Em entrevista ao Terra Esportes, o técnico ressalta a importância de uma preparação no Grand Prix (a partir de julho).

"Fomos a última seleção a começar os treinamentos e a participar de torneios preparatórios. No Grand Prix, você tem a oportunidade de colocar todas as jogadoras para atuar, sem se preocupar com o resultado, para se ter um parâmetro de quais serão as 12 convocadas para Atenas", afirmou.

É por isso, principalmente, que o técnico é bastante cauteloso ao falar de favoritismo. "Esperança e fé nós temos, acho que chance de chegar ao pódio existe, mas o revés também. Temos de ter os pés no chão". A opinião é compartilhada por Leila, que vai para sua quarta Olimpíada, após retornar do vôlei de praia. "Falam de um favoritismo, mas nós precisamos estar 100%. Qualquer vacilo é fatal."

Além disso, Zé Roberto diz que o principal problema do time é altura. "O nosso time é mediano e temos que jogar na base da velocidade, como as equipes asiáticas. Necessitamos de um bom passe e o nosso sistema defensivo é uma das melhores coisas que temos, mas precisamos melhorar nosso bloqueio."

Para tanto, na busca por jogadas rápidas, a Seleção conta com duas das melhores levantadoras do país. A titular Fernanda Venturini e a reserva de luxo Fofão. "A Fernanda é um talento nato. Ela e a Fofão estão um pouco acima da média. É uma pena que as duas sejam da mesma geração e, daqui a pouco, vão sair. Essa é uma posição carente no país", avalia Leila.

Fernanda diz que esse "dom" de levantadora se deve à rápida absorção e a uma boa visão de jogo. "Tenho muita facilidade para o esporte e acabo me destacando. Gosto de ser assim e procurar ser sempre a melhor, visando o crescimento", conta, lembrando que quando começou a jogar vôlei era atacante. "Mas eu gostava de levantar e, quando faltava uma levantadora, eu me oferecia para a posição".

Hoje, ela é a titular absoluta, mas conta com o apoio da reserva com Fofão. "Nós sabemos que a qualquer momento as duas estão preparadas. É uma segurança para as atacantes e para o treinador", conta a recém-casada Fofão, que ganhou quatro dias de folga para lua-de-mel. O resto ela vai aproveitar depois da Olimpíada: "A gente já desistiu da vida pessoal", risos, "Nós vamos adaptando com o nosso ritmo de treinamento. Você se dedica ao máximo, porque tem seus objetivos; é a busca do resultado", analisa.

Apesar disso, ao contrário da Seleção Masculina, as jogadoras tiveram sorte no sorteio das chaves para a primeira fase. O Brasil ficou no grupo que tem Grécia, Coréia do Sul, Japão, Itália e Quênia. Dessas equipes, apenas as asiáticas podem representar alguma ameaça - mesmo assim, mínima. "Mesmo estando no grupo teoricamente mais fraco, temos de ter atenção e buscar a melhor colocação possível. Precisamos ficar de olho no outro grupo para pensarmos no cruzamento das quartas-de-final, para evitar pegar os times mais fortes", explicou o técnico.


 

Redação Terra