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| Mari, revelação da Superliga, vai para sua 1ª Olimpíada |
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Em Atenas, o Brasil disputa o favoritismo com grandes equipes como a China, atual campeã do mundo, Rússia, Estados Unidos, Japão e Coréia. Além disso, Cuba é o maior pesadelo brasileiro, apesar de não contar mais Mireya Luis, Regla Torres e Regla Bell (fatores de desestabilização tanto tática, quanto emocionalmente para as brasileiras). "É uma seleção tricampeã olímpica, apesar de não ser mais a mesma de dez anos. Mas continuam sendo jogadoras fortes, altas e que estão buscando seu espaço", diz Fernanda.
Fora das quadras, o trabalho do técnico Zé Roberto e das principais jogadoras não se resume à atuação nas partidas. Fernanda, Leila, Fofão e outras atletas mais experientes têm a responsabilidade de orientar as mais novas e servir de exemplo. "O importante é que tenhamos essa mescla de jogadoras experientes e novas. As mais velhas vão poder passar muita experiência adquirida e as mais jovens jogarão com as melhores do mundo", diz Zé Roberto.
A jogadora Leila é uma das que chama para si essa responsabilidade. "Existem jogadoras que estão indo para a primeira Olimpíada e que, quando estávamos competindo nas anteriores, elas estavam nos assistindo. Então, há um glamour por trás dos Jogos. O que nós temos de passar para essas meninas é que o espetáculo é para quem está assistindo, que para nós esse é o futuro de nossas vidas."
Fernanda Venturini também exerce esse papel de orientadora. Ainda na Superliga, ela serviu de exemplo para a atleta revelação da competição, Mari, de apenas 20 anos. "A gente tenta passar o que já viveu. Conversamos bastante para elas não caírem na euforia e entenderem o momento de aproveitar e se divertir e o de trabalhar. Nós não estamos indo para lá para participar apenas, mas sim para ganhar."
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