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Vôlei
Sexta, 11 de junho de 2004, 17h19 
Vôlei masculino tem talentos em quadra e no banco
 
Marcela Mourão
Da Redação Terra
 
FIVB/Divulgação
Mesmo na reserva, Maurício ainda é bastante acionado por Bernardinho
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É corriqueiro dizer que o time masculino do Brasil não tem seis titulares e seis reservas, mas sim 12 titulares. Isso porque no banco estão jogadores com o mesmo nível dos que estão na quadra e, a qualquer momento, podem ser sacados pelo técnico Bernardinho.

Um dos exemplos mais comuns disso é Giovane e Giba. Ambos costumam se revezar na titularidade e ressaltam que é uma disputa sempre muito saudável. "Quem estiver melhor no momento, joga", explica Giovane. "Um está sempre estimulando o outro a melhorar. Enquanto continuarmos levantando taças, está ótimo", comenta Giba.

No caso do levantador, a situação da equipe é ainda mais interessante. Ricardinho guarda boas memórias do ano de 2003, pois foi quando teve sua titularidade confirmada. Até então, a Seleção ainda era "levantada" pelo medalhista de ouro Maurício, que passou a ser um dos reservas de mais alto nível do time. "Isso era algo que eu estava correndo atrás há uns sete anos. Queria muito ser titular da Seleção e chegou a minha hora", conta Ricardinho.

Mas é pela capacidade e talento de Maurício, que Bernardinho opta por uma de suas mais tradicionais mudanças durante os sets: a chamada inversão do 5-1. Cinco-um é o esquema de cinco atacantes e um levantador. A inversão ocorre no momento em que o levantador (em tese, o jogador mais baixo) está na rede e sai para a entrada de um atacante mais alto (para reforçar o bloqueio) e o atacante que está no saque deixa a quadra para a entrada do levantador reserva. Quando isso acontece, Maurício e, geralmente, André Nascimento, convertem mais alguns pontos a favor do time.

No entanto, acima de talento dos 12 jogadores, o segredo, segundo eles próprios, é a união da equipe. "O Bernardo sempre nos passou muito isso, tanto é que não existe reclamação. É só trabalho e dedicação com um grupo consciente do que quer. Assim, vai formando uma família", explica Ricardinho. "A gente tem uma coisa boa porque esse grupo está junto praticamente desde 1997 e é tudo da mesma idade", completa Giba.


 

Redação Terra