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A também denominada Cidade Condal já havia tentado sediar uma Olimpíada, embora sem sucesso, nos anos de 1924, 1936 e 1972. Tal honra acabou chegando em um ótimo momento, pois em 1992 foram celebrados, de forma paralela, o quinto centenário do descobrimento da América e a Expo-92 em Sevilha. Assim, todas as atenções do mundo estavam voltadas para a Espanha.
O Comitê Organizador gastou cerca de US$ 20 bilhões para gerar a infra-estrutura necessária para a Olimpíada. Tudo foi planejado, e de tal forma que as obras tiveram uso permanente. Assustados com a possibilidade da repetição de um atentado similar ao ocorrido em 1972, os organizadores espanhóis investiram US$ 400 milhões em segurança. Trinta mil soldados foram contratados e 41 estádios construídos para o evento.
Mas também cabe recordar que para este período da história, o mundo havia mudado consideravelmente. Na Europa, o muro de Berlim já não existia mais, abrindo espaço à reunificação alemã; União Soviética e Iugoslávia desapareceram, e surgiram Rússia, Ucrânia, Letônia, Lituânia, Croácia, Sérvia, etc. Doze repúblicas que faziam parte da URSS estiveram presentes em Barcelona integrando uma equipe unificada, a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
Frente às transformações políticas no país de Nelson Mandela, a Olimpíada de 1992 também marcou o retorno da África do Sul, após 32 anos sem ser convidada para o evento. O motivo desse "esquecimento" era a existência de um regime segregacionista no país.
Os XXV Jogos Olímpicos serão lembrados ainda porque abriram suas portas ao profissionalismo. Sem dúvida o exemplo mais claro foi deixado pela equipe norte-americana de basquete, batizada pela imprensa de "Dream Team" (Time dos Sonhos). Estiveram em quadra os mais famosos jogadores daquele tempo, como Michael Jordan, Irving "Magic" Johnson, Larry Bird, Karl Malone, entre outros. Da mesma forma, brigaram pelo título no tênis destaques como Jennifer Capriati e Steffi Graf.
Assim como havia ocorrido em Seul-1988, o Quadro de Medalhas foi dominado por atletas da extinta URSS. Entre os mais destacados da CEI estava o ginasta Vital Shcherbo, cujas seis medalhas de ouro lhe converteram no maior campeão na história dos Jogos Olímpicos. Também sobressaiu o nadador Alexander Popov, que se consagrou como o mais rápido do mundo ao ganhar duas medalhas de ouro e duas de prata.
No atletismo, Carl Lewis conseguiu seu terceiro ouro consecutivo no salto em distância. No revezamento 4x100m masculino, a equipe norte-americana sob comando do mesmo Lewis ganhou a prova e bateu o recorde olímpico da especialidade, vigente desde México-1968. Na maratona masculina, o triunfo ficou com o coreano Young-Cho Hwang. E na feminina, a medalha de ouro foi para Valentina Yegorova, da CEI.
Já nas provas de natação, junto ao mencionado Popov sobressaiu o australiano Keiran Perkins, que pulverizou o recorde mundial dos 1.500m estilo livre.
Nestes Jogos, os anfitriões brilharam. Obtiveram um total de 22 medalhas (13 de ouro, sete de prata e duas de bronze). Entre os grandes êxitos da delegação espanhola, merecem destaque a impressionante corrida na qual Fermín Cacho se converteu no "rei" dos 1.500m e o atleta Daniel Plaza, que conseguiu o primeiro lugar nos 20km da marcha.
QUADRO DE MEDALHAS
| Medallero, Barcelona 1992. |
Altius, Citius, Fortius |
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