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Com o revés, o judô do Brasil segue sem conseguir uma medalha olímpica na categoria feminina, já que as 12 conquistadas pelo País na história olímpica foram obtidas na categoria masculina.
Edinanci começou o dia vencendo a tunisiana Houda Den Baya. Depois, nas quartas-de-final, perdeu para a francesa Celine Lebrun, prata nos Jogos de Sydney-2000. Na primeira luta da repescagem, derrotou a norte-americana Nicole Kubes, mas em seguida caiu diante de Morico.
Decepcionada e com expressão de dor, a brasileira lamentou a derrota, mas disse que não irá desanimar. "Desistir, jamais", disse a brasileira, já de olho nos Jogos de Pequim, em 2008.
Edinanci acha que não cometeu erros contra a italiana. "Não pequei em lugar nenhum. Só faltou sorte", disse a judoca, que não se sente abaixo das adversárias. "Estamos no mesmo nível."
De acordo com o médico da delegação brasileira de judô, Wagner Castrofil, há indícios de que Edinanci tenha rompido um dos ligamentos do joelho direito.
"Ainda não dá para saber exatamente o que aconteceu, mas é possível que tenha ocorrido a lesão de ligamento. Ela será tratada hoje com medicamentos e submetida a uma ressonância magnética nesta sexta-feira", afirmou.
De acordo com Castrofil, Edinanci sentiu o joelho faltando cerca de 1min30s para o fim da luta. "Ela esticou o joelho e sentiu um estalo. Daí para a frente, ficou sem firmeza na perna, impedindo qualquer tipo de reação."
O técnico da seleção feminina, Floriano de Almeida Neto, comentou a estratégia de Edinanci na luta final.
"No começo ela usou uma estratégia de assimilar o golpe, de contra-atacar. Por um instante deu certo, mas depois não mais. Ela poderia ter conduzido a luta de outra forma, faltou combatividade. Ela era uma das favoritas e tinha uma excelente chance de conquistar uma medalha", lamentou.
Neto já aproveitou para fazer um balanço do judô brasileiro em Atenas, apesar de Daniel Hernandes ainda não ter lutado - os combates na categoria peso pesado (mais de 100kg) serão amanhã.
"Não estou frustrado. Com as medalhas (bronzes de Leandro Guilheiro e Flávio Canto), já temos um bom resultado. Mas a comissão técnica vai ter que sentar, conversar, ver o que foi investido e num futuro traçar outro plano para o judô do Brasil ser mais forte. Precisar corrigir e melhorar algumas coisas."