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Os brasileiros Ricardo e Emanuel já garantiram mais uma medalha de prata para o País nos Jogos Olímpicos de Atenas. Nesta segunda-feira, a dupla venceu os suíços Stefan Kobel e Patrick Heuscher na semifinal de vôlei de praia por 2 sets a 1, parciais de 21/14, 19/21 e 15/12.
Na final, eles enfrentam os espanhóis Bosma e Herrera, que levaram a melhor na primeira semifinal da chave masculina. "Vai ser um jogo muito difícil. Já perdemos para eles duas vezes este ano", lembra Ricardo.
Emanuel disse que agora é preciso se recuperar bem. "Este foi um jogo muito desgastante. Curiosamente, o 1º set foi muito fácil, mas perdemos o segundo. No terceiro set o que valeu foi o coração".
Com a vaga assegurada na final, que acontece nesta quarta-feira, Ricardo e Emanuel igualam a campanha das brasileiras Adriana Behar e Shelda, que no começo do dia avançaram à decisão do torneio feminino.
Segundo Ricardo, a experiência o deixou confiante na vítória o tempo todo. "Atingi uma maturidade tão grande que em nenhum momento pensei na derrota. Eu e o Emanuel mantivemos a energia, nos abraçando, para que nenuma bola de erro bobo pudesse nos afetar. Tenho a experiência e a vivência da final de Sydney e entendo muito mais o que são os Jogos Olímpicos. Essa minha maturidade é um fator positivo para, se tivermos um momento difícil, podermos reverter o placar. No segundo set, não consegui colocar as bolas boas para o Emanuel virar, mas uma dupla vencedora tem que virar mesmo qualquer bola. O principal foi que a gente manteve a tranqüilidade."
Emanuel concorda com o parceiro e diz que a dupla atingiu alto nível técnico. "A maturidade ajudou a chegar mais perto do ouro desta vez. A gente conseguiu chegar onde a gente queria, numa final. Eu amadureci muito nesses últimos anos e, quando a gente amadurece, a gente não pensa em vencer, mas sim em jogar bem. A qualidade técnica que a gente desenvolveu nesses últimos dez campeonatos antes dos Jogos é muito boa. A gente está crescendo e chegou aqui sem dúvida do que deve fazer."
Mas apesar de ressaltar a técnica, diz que, em certo momento, a raça fez a diferença. "Esse foi um jogo muito bem disputado. No primeiro set, abafamos o jogo deles. Mas, depois, a outra dupla apareceu. No segundo set, ficamos meio que sem saber o que fazer. E, no terceiro, a melhor arma que a gente teve foi o coração."
Apesar da preocupação com a final, Ricardo diz que dá tempo para comemorar antes de pensar no duelo decisivo, contra Bosma e Herrera. "É uma dupla nova, que ainda não vimos jogando em Atenas. Mas vamos curtir um pouco este momento, antes de sentar para estudar os jogos deles", afirmou.
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