Entre os homens, a experiência da dupla Ricardo/Emanuel falou mais alto e eles bateram os suíços Heuscher e Kobel, garantindo vaga na final olímpica, que será disputada nesta quarta-feira, às 15h (Brasília). Os adversários na luta pelo ouro serão os espanhóis Bosma e Herrera.
No feminino, Adriana Behar e Shelda passaram pelas australianas Cook e Sanderson por 2 sets a 0. As adversárias na final (nesta terça, às 15h)serão as norte-americanas Walsh e May, que eliminaram as compatriotas McPeak e Youngs.
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"Atingi uma maturidade tão grande que em nenhum momento pensei na derrota. Eu e o Emanuel mantivemos a energia, nos abraçando, para que nenhuma bola de erro bobo pudesse nos afetar. Tenho a experiência e a vivência da final de Sydney e entendo muito mais o que são os Jogos Olímpicos. Essa minha maturidade é um fator positivo para, se tivermos um momento difícil, podermos reverter o placar", garantiu Ricardo.
O brasileiro destacou ainda a tranqüilidade colocada à prova nas areias da capital grega. "No segundo set, não consegui colocar as bolas boas para o Emanuel virar, mas uma dupla vencedora tem que virar mesmo qualquer bola. O principal foi que a gente manteve a tranqüilidade", analisou.
Os suíços reagiram após a derrota no primeiro set por 21/14, e chegaram a empatar o jogo, vencendo o segundo por 21/19.
Emanuel disse que a dupla brasileira soube usar a emoção no momento certo, durante o confronto desta segunda-feira. "Esse foi um jogo muito bem disputado. No primeiro set, abafamos o jogo deles. Mas, depois, a outra dupla apareceu. No segundo set, ficamos meio que sem saber o que fazer. E, no terceiro, a melhor arma que a gente teve foi o coração".
Dono de cinco títulos mundiais, Emanuel esteve em duas finais olímpicas e nunca disputou uma medalha. "A gente conseguiu chegar onde a gente queria, numa final. Eu amadureci muito nesses últimos anos e, quando a gente amadurece, a gente não pensa em vencer, mas sim em jogar bem. A qualidade técnica que a gente desenvolveu nesses últimos dez campeonatos antes dos Jogos é muito boa. A gente está crescendo e chegou aqui sem dúvida do que deve fazer", completou.
A dupla espanhola adversária na final olímpica não traz boas lembranças aos brasileiros, que foram derrotados de virada no último encontro, disputado na China. "É uma dupla nova, que ainda não vimos jogando em Atenas. Mas vamos curtir um pouco este momento, antes de sentar para estudar os jogos deles", ressaltou Ricardo.
Os brasileiros só terão folga na manhã desta terça-feira. À tarde, retornam aos treinamentos em Atenas.
Feminino
Preocupadas, Adriana e Shelda decidiram jogar sobre a dupla americana todo o favoritismo. "Elas estão em um momento melhor. Só estão atrás da gente no ranking mundial porque não disputaram algumas etapas do circuito", comentou Shelda.
Numa comparação com a final de Sydney, Shelda lembrou que, daquela vez, as brasileiras eram as favoritas diante das australianas. Mas prefere não pensar naquela situação.
"Aquilo foi um outro momento. Se os deuses estiverem a nosso favor, vamos ganhar. As coisas têm mesmo que conspirar a nosso favor", ressaltou a jogadora.