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Considerado por seus detratores como um mero entretenimento de praia quando surgiu nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, com o tempo o vôlei de praia se converteu numa modalidade exigente e também das mais espetaculares. O público tem comparecido em peso ao estádio Falera, localizado numa praia ao sul da capital grega, desde que começou a competição.
Também é verdade que o espetáculo que acompanha o desenvolvimento dos jogos, ao melhor estilo discoteca, com garotas dançando na quadra durante os intervalos, anima o ambiente e faz do vôlei de praia um verdadeiro "show". Mas este também é um verdadeiro esporte, que exige qualidades físicas, técnicas e táticas incontestáveis.
A estrela americana Kerri Walsh, que ao lado de sua parceira, Misty May, disputa a medalha de ouro este nestes Jogos, afirma: "O vôlei de praia é muito mais do que diversão". "Fisicamente tem que se ter muito mais resistência do que no vôlei (de quadra). Temos que andar sobre a areia, cobrir toda uma quadra com apenas duas jogadoras e atuar às vezes durante mais de uma hora", explicou.
"Além disso, é preciso considerar o vento, que pode virar tanto seu melhor aliado como seu pior inimigo, principalmente no saque", acrescentou Walsh, que, ao lado de May, está na final desta terça-feira contra as brasileiras Adriana Behar e Shelda.
Na quarta-feira é vez dos brasileiros Ricardo e Emanuel disputarem o título olímpico com os espanhóis Pablo Herrera e Javier Bosma "O saque viagem é muito mais eficaz do que na quadra. Mas, por causa da força do vento, temos que se ajustar a sua potência", declarou.
Walsh, número um do ranking mundial, também destacou "a inteligência tática" dos jogadores desta modalidade. "A cobertura defensiva entre uma dupla requer muito sentido da antecipação e reflexos dos jogadores. Os bloqueios são mais difíceis do que na quadra pois apenas um sobe (ao invés de dois ou três)", acrescentou.
"No ataque, os recursos são mais variados do que na quadra. As fintas e as cortadas colocadas são mais freqüentes na praia", concluiu a americana, que não duvida do avanço deste esporte.
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