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Em jogo, elas dividem atenções com autênticas musas do esporte, como a compatriota Ana Paula. No entanto, nunca foram convidadas a posar para revistas masculinas, ou mesmo tiveram seus bumbuns eleitos por júris especializados. Adriana Behar e Shelda aparecem mesmo é conquistando títulos e medalhas como a prata que faturaram nesta terça nos Jogos Olímpicos de Atenas.
A longa duração e a fidelidade da parceria entre ambas contrariam uma tradição na modalidade.
Elas trazem no currículo títulos invejáveis como o pentacampeonato do Circuito Mundial (1997, 1998, 1999, 2000 e 2001), o ouro no Pan de Winnipeg (99), o bicampeonato mundial (99 e 01) e a primeira medalha de prata nos Jogos de Sydney, em 2000.
Nascida em Fortaleza (CE) há 31 anos, Shelda Kelly Bruno Bede é considerada a melhor defensora do mundo. Venceu uma contusão séria na mão direita, causada por um acidente automobilístico em 91, e a posterior previsão dos médicos de que nunca voltaria a jogar.
Considerada baixa (1,65m), consegue aliar belas defesas a ataques inteligentes, capazes de suplantar bloqueios de grande estatura com "deixadas" surpreendentes.
Sua parceira, a fluminense Adriana Brandão Behar, tem 35 anos e origens no vôlei de quadra. Atuou, inclusive, na Itália, em um dos campeonatos mais prestigiados do mundo (1990). Sua paixão pelo esporte começou na patinação artística.
Em 1993, para ficar mais próxima da família, retornou ao Brasil. E acabou trocando a quadra pela praia. A indecisão da mudança tornou-se uma certeza com o passar dos anos. Dona de um pensamento rápido, aproveita seus 1,78m em finalizações precisas.
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