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Quando Ricardo e Emanuel pisarem na Arena Olímpica de vôlei de praia, em Faliro, nesta quarta-feira, para enfrentar os espanhóis Bosma e Herrera, às 15h (de Brasília), eles terão a chance de exorcizar uma espécie de maldição que há oito anos se abate sobre a categoria masculina: a falta do ouro olímpico.
Desde que o esporte passou a fazer parte dos Jogos, em Atlanta-1996, as duplas brasileiras entram na disputa como favoritas, mas não conseguem confirmar seu poderio em quadra. E Emanuel e Ricardo são parte integrante dessa saga triste, que pode acabar em Atenas.
A experiência olímpica de Emanuel pode ser considerada frustrante. Jogando ao lado de Zé Marco, em 1996, e de Loyola, em 2000, ele foi eliminado nas oitavas-de-final, quando todos os colocavam como finalistas, já que eram campeões do Circuito Mundial. Isso gerou muito sofrimento para o jogador.
"Não gosto nem de lembrar disso. Tirei as coisas boas dessas Olimpíadas e esqueci o resto", afirmou Emanuel, que hoje é apontado como o melhor jogador do mundo.
As coisas boas a que Emanuel se refere são claramente perceptíveis segundo as pessoas que convivem com ele. O jogador amadureceu muito e parece pronto para não deixar a chance escapar dessa vez.
"Talento o Emanuel sempre teve. Mas agora ele é outro jogador. Muito mais maduro e sabendo controlar suas emoções. Por isso está tão bem", disse Marcelo Wangler, chefe de equipe brasileira do vôlei de praia nos Jogos.
A história de Ricardo na Olimpíada não é tão triste. Em sua estréia nos Jogos, o baiano conseguiu chegar à final ao lado de Zé Marco, em Sydney. Mas a derrota para os americanos Blanton e Fonoimoana acabou deixando um gosto amargo para o jogador.
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