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O zagueiro Gamarra, da seleção paraguaia, enfrenta a final dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 como "o maior desafio" de sua brilhante carreira.
"O futebol, que me deu tudo, me permite agora a possibilidade de disputar um título que meu país deseja sempre e que poderia fazer sorrir por um momento muitas pessoas do Paraguai que estão vivendo momentos de dor", comentou o jogador do Inter de Milão.
A seleção paraguaia assumiu a responsabilidade de contribuir com suas vitórias para atenuar os efeitos de uma tragédia que afeta seu país desde o início do mês: o incêndio de um supermercado em Assunção no qual morreram mais de 400 pessoas.
"Queremos isso. Somente isso. Dar alegria a nossos compatriotas, e espero que sintam que tudo o que fazemos é por eles", acrescentou. Gamarra, um dos zagueiros sul-americanos de maior prestígio da última década, disse que "os objetivos das equipes sempre são a próxima partida, a próxima rodada, mas o Paraguai já pensou no ouro apenas superada a primeira fase."
"Dissemos isso bem claro, que não tínhamos vindo para a Grécia fazer turismo, e que queríamos o ouro olímpico. Quando entramos no campo para jogar contra a Coréia e o Iraque (quartas e semifinais) tínhamos isso na cabeça e antes, quando tivemos que ganhar da Itália para nos classificar, também", lembrou.
Segundo Gamarra, a seleção olímpica do Paraguai "acredita que pode ganhar o ouro olímpico. Não tem medo do rival, nem do gramado onde vai jogar, nem de nada. Esta seleção não tem medo de nada e não vê a hora de jogar a partida."
O jogador paraguaio, que em fevereiro passado completou 33 anos, garantiu que "é possível ganhar" da Argentina, adversário na final de Atenas.
"O Paraguai vai ser o adversário mais difícil e mais forte que a Argentina teve neste torneio. Nós conhecemos a Argentina, e há bastante tempo não nos vence em um campeonato oficial", destacou.
Gamarra jogará no sábado sua sexta partida olímpica, uma nova experiência em sua longa trajetória, que começou na popular equipe do Cerro Porteño de Assunção há 13 anos, e que continuou no Independiente (ARG), Internacional (BRA), Benfica (POR), Corinthians (BRA), Atlético de Madrid (ESP), Flamengo (BRA), AEK (GRE) e Inter de Milão (ITA).
O jogador paraguaio joga na seleção de seu país desde 1995 e participou de duas Copas do Mundo. "Tudo foi importante em minha carreira, mas neste momento meu desafio maior é a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos", afirmou.
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