Saiba como foi a derrota brasileira
"Essa foi a maior oportunidade que a seleção feminina teve de fazer uma final. Faltou maturidade para quem deveria e merecia estar nessa final, pelo que jogou", disse acrescentando que a partida deveria ter sido 3 a 0. "Mas mesmo assim, no 4º set, 24 x 20, e no 5º set, 13 x 10, fica difícil de aceitar".
Carlão, que em 92 foi comandado pelo hoje técnico da seleção, Zé Roberto, citou os muitos erros em horas decisivas da equipe e o fato de o técnico ter optado por deixar a jogadora Érika (substituída no 2º set por Sassá) de fora. "Nós até conversamos sobre isso, porque era só uma bola no chão, mas fica difícil saber se a Érika resolveria. Foram duas bolas para fora da Mari, uma a Walewska tomou um bloqueio e outra Virna também foi bloqueada, na saída de rede".
O ex-jogador disse que nem pelos números do jogo deu para entender a derrota brasileira. "Primeiro, o Brasil estava absoluto na partida. Depois, a Rússia só tinha uma jogada, bolas altas na ponta e do fundo. Até nos números não deu para entender: 28 erros em pontos da Rússia e 12 do Brasil; 21 pontos de bloqueio do Brasil e 11 da Rússia".
Carlão ressalta que o importante agora é se concentrar no jogo contra Cuba pelo bronze. "Acho que temos que buscar o bronze que é muito importante, principalmente, para as mais jovens. Sinto pela Fernanda Venturini, que merecia essa final".