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O Brasil vai tentar agora repetir a campanha vitoriosa de Barcelona-1992 e disputar a medalha de ouro. Em Atlanta e Sydney, a seleção não chegou nem às quartas-de-final. A final será no domingo às 8h30 contra a forte Itália.
Os italianos passaram também com facilidade pela Rússia, hoje, e vão tentar devolver a derrota sofrida na última Liga Mundial, quando perderam para o Brasil, jogando em casa. Na primeira fase da Olimpíada, o Brasil venceu a Itália em um dos jogos mais disputados do torneio com 3 sets a 2 e em um tie-break que terminou em 33 a 31. Por isso, a final promete ser a mais disputada das últimas edições olímpicas.
"Vai ser um jogo ponto a ponto. A Itália está querendo jogar a responsabilidade para nós, mas isso não é verdade. A Itália de hoje não é a mesma da Itália que jogou a classificatória. O time está melhor e vive seu melhor momento em oito anos", alertou o técnico Bernardinho.
Os jogadores estão também cientes disso. "Vai ser um jogo difícil e quem ganhar, vai ser por aqueles dois pontos de sempre no tie-break", prevê o meio-de-rede Gustavo.
Maurício, ouro em Barcelona-1992, lembra do peso deste jogo. "É o maior clássico do vôlei mundial e será decidido nos detalhes". O jogador mal pode esperar pela oportunidade de poder sair campeão destes Jogos. "É a minha segunda final olímpica. Me sacrifiquei e me entreguei ao vôlei e espero que o Giovane e eu possamos ser novamente campeões".
O jogo set a set
O Brasil massacrou os Estados Unidos no primeiro set. O início foi bem disputado, mas com a seleção à frente no placar. Em um contra-ataque os americanos conseguiram empatar em 5, mas erravam muito e o Brasil abriu 8 a 6.
Em uma seqüência de dois bloqueios, a vantagem se ampliou para quatro pontos. André Nascimento e Giba conseguiam aces. Além dos precisos ataques e da distribuição das levantadas de Ricardinho, a defesa estava bem atenta. Com isso, já estava 18 a 10 e aí foi fácil levar para 25 a 16.
O segundo set foi, praticamente, igual ao anterior. Começou um pouco mais disputado, mas o Brasil logo voltou a atropelar os americanos abrindo até fazer, novamente, 18 a 10. Os jogadores americanos mostravam irritação, enquanto os brasileiros praticamente não erravam e fecharam com facilidade em 25 a 17.
O Brasil não sofreu a sempre temida "síndrome do 3º set", apesar de o jogo ter sido mais disputado. Os americanos estiveram na frente em 4 a 3, ao conseguirem uma virada. Depois disso, os brasileiros se recuperaram e viraram em 8 a 7. Mais uma vez, em 12 a 11, os EUA ultrapassavam, mas não por muito tempo.
Com um forte saque de Dante, o Brasil abriu 17 a 14 e com um bloqueio de Gustavo, 18 pontos. Os americanos ainda tentaram uma reação, mas Bernardinho pediu um tempo para esfriar a seqüência. Assim, a seleção conseguiu seguir com a vantagem e fechar em 25 a 23.