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Vôlei Masculino
Sexta, 27 de agosto de 2004, 17h34 
Doze anos depois, vôlei masculino volta ao pódio
 
AP
O atacante Giovane pode conquistar sua segunda medalha de ouro
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Atenas 2004 vai testemunhar o retorno a uma final olímpica da seleção do Brasil de vôlei, fora da luta pelo ouro em Jogos desde que em Barcelona 1992 alcançasse seu único triunfo. O jogo do próximo domingo no pavilhão da Paz e da Amizade da capital grega suporá a terceira vez que a equipe sul-americana vai estar na luta direta pelo primeiro lugar no pódio olímpico.

Os Jogos são um torneio que tradicionalmente não estavam incluídos nos objetivos brasileiros. Desde a inclusão do vôlei no programa olímpico, em Tóquio 1964, Brasil ficou afastado dos lugares de destaque ao longo de sua história.

Isso durou até Los Angeles 1984, quando a equipe sul-americana entrou na luta pelas medalhas. Nunca antes tinha ultrapassado as quartas-de-final e seu melhor lugar foi quinto em Moscou 1980.

Mas naquela ocasião, nos Jogos americanos, a equipe anfitriã privou os brasileiros da medalha de ouro de uma especialidade esportiva até então dominada pela hoje extinta União Soviética e os países da Europa do Leste, como Polônia e Tchecoslováquia.

O crescimento brasileiro, no entanto, tinha começado alguns anos antes, nos anos oitenta. No Mundial de 1978 alcançou seu melhor posto, o quinto, mas na edição posterior 1982 foi vice-campeão. Já nunca desceria do quarto lugar.

Mas o melhor momento do vôlei sul-americano chegou nos Jogos de Barcelona 1992, quando o Brasil, que teve que se conformar com o quarto posto em Seul 1988, conseguiu a medalha de ouro depois de bater na final a Holanda. Daquela equipe, então dirigida por José Roberto Guimaraes, hoje técnico da seleção feminina, ainda permanecem dois homens da seleção atual: Giovane e Maurício, que cumprem em Atenas seus últimos Jogos Olímpicos.

O panorama do vôlei atual mudou. É Brasil o que marca as pautas nos dois últimos anos, desde a conquista do campeonato do Mundo na Argentina 2002. Da mão de Bernardo Rezende "Bernardinho" ganhou tudo o que disputou desde então: a Liga Mundial, a Copa do Mundo e o campeonato continental.

Em disposição franca para recuperar aquele ouro, a equipe brasileira transita por Atenas como favorito. Completou a primeira fase com grande autoridade, que desprezou no último jogo, com a classificação selada, para perder frente aos Estados Unidos, sua "vítima" na semifinal.

Aquele dia, a equipe americana, que tinha em jogo sua passagem às eliminatórias, terminou com a seqüência brasileira de trinta e cinco jogos oficiais invicto. Bernardinho, que poupou grande parte de seus titulares, não ligou para isso. Mas para o ouro, sim.
 

EFE

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