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Vôlei Feminino
Sábado, 28 de agosto de 2004, 16h42  Atualizada às 17h12
Conformada, Fernanda espera ouro "caseiro"
 
Antonio Prada
Direto de Atenas
 
Reuters
Fernanda Venturini fez seu último jogo pela seleção
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A levantadora Fernanda Venturini não teve uma feliz despedida da Seleção Brasileira feminina de vôlei, ao perder a medalha de bronze para Cuba por 3 sets a 1. No entanto, pareceu conformada com o fim. "Foram quase dois anos de sacrifício. Desde que voltei, sabia o que teria que enfrentar. Foi um período muito legal, mas pena que acabou assim. Vão ficar os momentos bons da minha carreira. Eu não vou deixar de dormir por causa disso", garantiu.

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    Fernanda disse que não vê a hora de voltar para casa, mas antes quer estar bem preparada para acompanhar a final do vôlei masculino amanhã, quando seu marido, o técnico Bernardinho, comandará a Seleção Brasileira na busca por mais um ouro. "Quem sabe ainda não volto para casa com uma medalha de ouro".

    A levantadora, considerada uma das melhores do mundo, disse que foi muito difícil tentar esquecer a derrota para a Rússia na semifinal. "Foi muito difícil. Você acha que conseguiria dormir?", retrucou quando questionada sobre o que aconteceu. "Vai demorar, mas vai passar", finalizou.

    Renovação
    Fernanda Venturini ainda deve jogar mais dois anos pela equipe do Rexona, no Rio de Janeiro. "A seleção vai ser renovada. Ainda não sei se o Zé vai permanecer, mas é preciso que o Brasil invista em jogadoras altas e fortes. Sem força física vai ser difícil se manter na elite. Eu estou parando na hora certa", disse, referindo-se à evolução do vôlei mundial. Fernanda lembra que Cuba e Rússia foram seleções que passaram por uma grande renovação, mas que seguiram cada vez mais altas e fortes.

    A opinião sobre o futuro do vôlei no Brasil é compartilhada por Zé Roberto. "O Brasil precisa buscar jogadoras altas. As das categorias inferiores já apresentam uma média de altura maior do que as do time adulto", conta.

    Além disso, para o técnico é preciso que haja uma mudança na forma de jogo dos treinadores de base. Para ele, o problema de se encontrar boas levantadoras é mundial e o atual esquema de jogo 5-1 (cinco atacantes e uma levantadora) dificulta isso. Para ele, a melhor maneira seria o 4-2, como é usado por Cuba, no qual a levantadora também é atacante.
     

  • Redação Terra