> Esportes > Atenas 2004 > Modalidades > Vôlei  > Vôlei Masculino
Veja mais sobre Atenas no celularAtenas 2004 em:


 Boletim

 Fale conosco

Vôlei Masculino
Domingo, 29 de agosto de 2004, 10h16  Atualizada às 14h53
Vôlei faz Brasil quebrar recorde de ouros
 
Antonio Prada
Direto de Atenas
 
Reuters
Jogadores atiram Bernardinho para cima na comemoração
Enquete

Você gostou do desempenho do Brasil em Atenas?

Sim
Não

Notícias
» Tabelas de futebol, basquete, vôlei, vôlei de praia e handebol
Sites Relacionados
» Confira o perfil de todos os atletas que representam o Brasil em Atenas
» Mande uma mensagem para os atletas brasileiros
» Opine: Você está satisfeito com o desempenho brasileiro em Atenas?
» Conheça as sedes olímpicas
» Saiba tudo sobre a história olímpica
» Veja as melhores fotos dos Jogos Olímpicos
» Confira vídeos sobre a Olimpíada
» Confira o dia-a-dia de Janeth, Virna e Sandra Pires em fotologs exclusivos
» Confira os resultados dos brasileiros
» Veja resultados completos
» Confira o quadro de medalhas
Últimas de Vôlei Masculino
Busca
Busque outras notícias no Terra:
Doze anos depois da grata alegria do ouro no vôlei masculino, a Seleção Brasileira buscou o bicampeonato olímpico em uma partida que não deu chance para a Itália e terminou em 3 sets a 1. Esta foi a quarta medalha de ouro do Brasil em Atenas, superando a campanha de três ouros de Atlanta-1996, até então a melhor do País.

  • Veja fotos

    "É campeão, é campeão, não precisa dizer mais nada", gritava correndo o levantador Ricardinho.

    Parando para refletir a conquista, Maurício que, literalmente, ao lado de Giovane, é bicampeão olímpico se disse como na primeira conquista. "Foram cinco olimpíadas participando e sou bi, mas parece que foi a primeira vez. É um grupo muito unido que trabalho durante quatro anos por isso. Ser bi é para poucos", orgulhou-se o levantador.

    Maurício fez questão de elogiar o trabalho do técnico Bernardinho. "É muito talento somado a muito trabalho. Ele fez este grupo ser determinado e eu sabia que com ele chegaríamos à medalha. Esse é o melhor time da história do vôlei brasileiro", finalizou.

    O "capitão" do grupo, Nalbert, que lutou contra uma lesão no ombro para estar na Olimpíada agradeceu aos jogadores que estiveram em quadra. "Essa medalha, para mim, tem dois lados. Foi a minha chegada até aqui, mas eu não fiz nada, mas apoiei muito todos eles. Só tenho que agradecer ao grupo que esteve jogando", disse.

    "Sentimos a pressão por tudo o que esta partida representava para nós. Éramos os favoritos e tínhamos a obrigação de ganhar. Sentimos esta situação em alguns momentos, mas no final alcançamos nosso objetivo", indicou o atacante André Nascimento.

    "A experiência de vida, algumas vitórias, algumas desilusões vão mostrando como é o caminho para essa conquista", disse o técnico Bernardinho. "Esse grupo sempre mostrou o sentimento de coletividade tão importante". Para Bernardinho, o levantador Ricardinho foi o melhor jogador de toda a Olimpíada.

    Emoção no pódio

    Todos os jogadores da seleção estavam chorando ao subir ao pódio e durante a execução do Hino Nacional. A equipe ainda aproveitou para homenagear o meio-de-rede Henrique, que foi o último corte do grupo. A camisa número cinco com o nome dele estava autografada por todos os companheiros e era segurada por Serginho.

    O jogador, em entrevista na televisão, se disse muito emocionado. "Fiquei muito feliz com essa homenagem. Eu gostaria de estar com o grupo, mas estou muito feliz em saber que o grupo estava comigo. Me sinto campeão olímpico".

    Após a premiação, os jogadores chamaram Bernardinho, jogando o técnico para o alto e tirando fotos depois. Os Jogos Olímpicos entregam medalhas somente para os jogadores, e não para as comissões técnicas.

    Para finalizar, a equipe deu a volta olímpica e o famoso "peixinho" no meio da quadra, marca registrada em todas as conquistas.

    Os melhores em quadra

    Serginho foi escolhido o melhor líbero da competição, enquanto que Giba foi o melhor jogador. "A performance não é o que conta, mas o grupo. Se eu tivesse sido o melhor jogador, mas perdesse o ouro, não valeria nada. Neste grupo, todos querem ganhar juntos", destacou Giba.

    Para Giba, o trabalho de Bernardinho foi fundamental para a conquista. "Desde que ele chegou, houve sempre uma confiança mútua no trabalho. Ele tem o jeito dele de dar bronca, porque ele quer sempre ganhar e nós também. Só podemos esperar que ele continue com a seleção para buscar uma nova medalha em Pequim-2008".

    Potência no vôlei

    Além da quadra, o vôlei de praia masculino também confirmou ser o melhor do mundo na atualidade com o ouro de Ricardo e Emanuel. No feminino, somente a dupla Adriana Behar e Shelda conseguiram a medalha de prata. A seleção feminina decepcionou e acabou em quarto lugar.

    A diferença de hoje para 1992 é que, aquele ouro foi para um time que não era apontado como favorito. Agora, a seleção comandada pelo vitorioso Bernardo Rezende confirmou o que qualquer bolsa de aposta apontaria.

    Para essa equipe de Bernardinho só falta um título, curiosamente, o mais fácil: o Panamericano. O time já é, além de campeão olímpico, campeão mundial, da Copa do Mundo e tetra da Liga Mundial.

    O jogo set a set

    A Itália começou bem o primeiro set e abrindo 5 a 2, mas os brasileiros logo se recuperaram e com um bloqueio, um ace, e outro bloqueio, virou para 6 a 5. O Brasil conseguiu se manter à frente e, após erros italianos, abriu 13 a 9. A seleção seguiu ampliando com facilidade até fechar em 25 a 15.

    O segundo set foi mais difícil, com a Itália sempre parelha no placar. O Brasil conseguiu abrir 8 a 6. No entanto, os italianos marcaram o ataque de Giba e viraram em 13 a 12. Bernardinho solicitou tempo para reorganizar o time. O levantador Ricardinho voltou a optar pelas bolas de meio-de-rede e a seleção se recuperou.

    Acontece que o Brasil perdeu de somar um ace por erro do bandeirinha e do árbitro. Houve uma pequena desestabilização e a Itália virou em 19 a 18. Anderson entrou no lugar de André Nascimento, mas em um bloqueio em cima de Dante, os italianos faziam 23 a 22. Nalbert entrou, como sempre, com a função de sacar. Mas não funcionou e a Itália fechou em 26 a 24.

    O terceiro set começou com o Brasil forçando no saque e não poupando energia no ataque, conseqüentemente, a seleção abriu 7 a 3. A Itália tentou se aproximar, mas desta vez, os brasileiros estavam determinados a seguir comandando o placar.

    Mastrangelo tentou provocar Gustavo após um ataque brasileiro, mas o meio-de-rede da seleção devolveu com dois aces e abriu quatro pontos de vantagem. Depois, foi a vez de André Nascimento conseguir mais um ponto de saque e Giba também garantir o seu. O Brasil fechou em 25 a 20.

    O quarto e último set tinha Itália na frente no início. Mas logo, Giba já fez mais um ace para empatar em 5 a 5. Foi o suficiente para o Brasil voltar ao jogo e abrir 10 a 6. No entanto, uma breve relaxada colocou a Itália encostada no placar. Bernardinho solicitou tempo para esfriar o jogo dos adversários.

    Mesmo com a arbitragem errando de novo em um ponto de saque de André Heller, Dante compensou na seqüência com um serviço indefensável. A seleção se mostrava um pouco nervosa com a proximidade da vitória e permitia que a Itália pressionasse e empatasse em 13 a 13.

    O jogo seguiu com as seleções trocando ponto até o Brasil abrir 20 a 18 em um bloqueio de Anderson, que entrou no lugar de André Nascimento. Assim, a seleção conseguiu conquistar a medalha de ouro, fechando em 25 a 22.
     

  • Redação Terra