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Vôlei Masculino
Domingo, 29 de agosto de 2004, 10h22  Atualizada às 11h18
O caminho do Brasil para a segunda medalha de ouro
 
Reuters
Ricardinho e Bernardinho se abraçam
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Atenas 2004 testemunhou hoje o retorno a uma final olímpica da seleção do Brasil de vôlei, fora da luta pelo ouro em Jogos desde que em Barcelona 1992 alcançou seu único triunfo. O jogo de hoje suportou a terceira vez que a equipe sul-americana lutou pelo primeiro lugar no pódio olímpico, sendo que venceu duas.

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    Os Jogos são um torneio que tradicionalmente não estavam incluídos nos objetivos brasileiros. Desde a inclusão do vôlei no programa olímpico, em Tóquio 1964, Brasil ficou afastado dos lugares de destaque ao longo de sua história.

    Isso durou até Los Angeles 1984, quando a equipe sul-americana entrou na luta pelas medalhas. Nunca antes tinha ultrapassado as quartas-de-final e seu melhor lugar foi quinto em Moscou 1980.

    Mas naquela ocasião, nos Jogos americanos, a equipe anfitriã privou os brasileiros da medalha de ouro de uma especialidade esportiva até então dominada pela hoje extinta União Soviética e os países da Europa do Leste, como Polônia e Tchecoslováquia. O crescimento brasileiro, no entanto, tinha começado alguns anos antes, nos anos oitenta. No Mundial de 1978 alcançou seu melhor posto, o quinto, mas na edição posterior 1982 foi vice-campeão. Já nunca desceria do quarto lugar.

    Mas o melhor momento do vôlei sul-americano chegou nos Jogos de Barcelona 1992, quando o Brasil, que teve que se conformar com o quarto posto em Seul 1988, conseguiu a medalha de ouro depois de bater na final a Holanda. Daquela equipe, então dirigida por José Roberto Guimarães, hoje técnico da seleção feminina, ainda permanecem dois homens da seleção atual: Giovane e Maurício, que cumprem em Atenas seus últimos Jogos Olímpicos.

    O panorama do vôlei atual mudou. É Brasil o que marca as pautas nos dois últimos anos, desde a conquista do campeonato do Mundo na Argentina 2002. Da mão de Bernardo Rezende "Bernardinho" ganhou tudo o que disputou desde então: a Liga Mundial, a Copa do Mundo e o campeonato continental.

    Em disposição franca para recuperar aquele ouro, a equipe brasileira transitou por Atenas como favorita. Completou a primeira fase com grande autoridade, que desprezou no último jogo, com a classificação selada, para perder frente aos Estados Unidos, sua "vítima" na semifinal.

    Aquele dia, a equipe americana, que tinha em jogo sua passagem às eliminatórias, terminou com a seqüência brasileira de trinta e cinco jogos oficiais invicto. Bernardinho, que poupou grande parte de seus titulares, não ligou para isso. Mas para o ouro, sim. E ele veio em uma das melhores finais olímpicas da história dos Jogos: Brasil x Itália. Melhor para o Brasil com 3 sets a 1.
     

  • Redação Terra