O COB protestou contra o resultado, mas a IAAF (Federação Internacional de Atletismo) rejeitou o pedido e confirmou o resultado final da prova. O Comitê Olímpico Brasileiro promete recorrer ao Tas (Tribunal Arbitral do Esporte).
Opine: O Brasil foi prejudicado?
O brasileiro levou o susto com 1h53 de prova. Ele foi agarrado por um invasor, que saiu do meio da torcida e furou o bloqueio de segurança. Segurando um cartaz e vestindo roupas tipicamente irlandesas, o penetra empurrou e quase derrubou o atleta fora da pista. Logo em seguida, torcedores, voluntários e seguranças livraram Vanderlei.
O invasor é o padre Neil Horan, que é famoso por seus protestos em todo o mundo. No Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1, em 2003, por exemplo, ele invadiu a pista e arriscou a própria vida correndo para cima dos carros também com um cartaz. A prova foi vencida pelo brasileiro Rubens Barrichello.
O problema abalou o brasileiro, que saiu fazendo cara de dor e colocou a mão na perna direita. Ele ainda balançou negativamente a cabeça depois de olhar inconformado para trás.
A diferença para o segundo colocado, que era de cerca de 45 segundos, caiu para aproximadamente 11 pouco depois. Assim, com 2h de disputa, Vanderlei perdeu posições para o italiano Baldini e para o norte-americano Keflezighi, respectivamente.
Apesar do problema, Vanderlei comemorou muito o resultado. Antes mesmo de cruzar a linha de chegada, ele abriu um sorriso e abriu os braços. Aplaudido, ele mandou beijos para a torcida.
Mesmo assim, o Comitê Olímpico Brasileiro, por meio do chefe de delegação Marcus Vinícius Freire, pediu que o atleta brasileiro receba uma medalha de ouro, já que a anulação da prova é inviável.