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Afastada da luta pelo ouro, verdadeiro objetivo da forte equipe do Brasil, o surgimento de Mari nas quadras de Atenas foi uma notícia redentora para o vôlei feminino nessas Olimpíadas. A atleta de apenas 21 anos espera dias de glória em sua carreira.
Distante dos estereótipos físicos e comportamentais dos brasileiros, e com um certo ar europeu, Marianne Steinbrecher não herdou só o sobrenome e o físico do Velho Continente. A seriedade e a determinação na quadra, além de suas próprias habilidades, completam a técnica de suas companheiras de time. A atacante nunca esquecerá o jogo contra a Rússia nas semifinais de Atenas.
Mari teve uma atuação colossal, com 37 pontos na partida. Mas o Brasil, com dois sets a um e 24-19 no quarto set, não conseguiu superar as russas. Mari perdeu três chances claras em match points e parece ter tremido na hora da verdade para levar sua equipe à final olímpica, pela primeira vez em sua história. Ela não soube responder à responsabilidade de sentenciar um trabalho feito durante todo o jogo e irrompeu em lágrimas ao sair da quadra.
Foi muita pressão para Mari, que há pouco tempo apareceu pela primeira vez no time nacional pelas mãos de José Roberto Guimarães. No início do ano ela se afirmou no time, em seu quinto ano como profissional, desde que estreou no Maringá. A atacante lamentou a frustração por ter deixado escapar esse momento de glória, mas com seu talento, as previsões para o futuro são as melhores, sobretudo depois da anunciada saída de jogadoras importantes do time, como Virna, Fernanda Venturini e Fofão.
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