Relembre cenas históricas dos Jogos Olímpicos.
"Tenho condição de ir para Pequim, sim. Mas para isso depende muito do desgaste físico e psicológico", disse Daiane, nesta segunda-feira, em entrevista ao programa Arena Sportv.
"Na verdade, o lado psicológico é até mais importante, pois se a cabeça estiver boa, o corpo agüenta", completou ela.
Antes de pensar na Olimpíada da China, porém, a gaúcha tem como objetivo ganhar o título da Copa do Mundo. "Agora no final do ano tem a etapa final da Copa do Mundo e estou na liderança do ranking", afirmou.
"O meu técnico (o ucraniano Oleg Ostapenko) me mandou ir descansar, pois quando eu voltar tudo estará normal. O meu joelho não incomoda em mais nada", acrescentou Daiane, referindo-se à cirurgia a que foi submetida semanas antes dos Jogos de Atenas.
A ginasta comentou ainda que o sentimento de decepção tomou conta de toda sua equipe após a final do solo, quando ela errou dois movimentos e ficou fora da briga por medalha.
"Tinha sido campeã mundial e ainda não havia perdido para ninguém, mas na hora em que eu mais precisava eu falhei. É lógico que tem uma decepção."
"Mas não tinha como voltar atrás. No momento em que pisei fora do tablado já sabia das minhas chances. A única coisa que poderia acontecer seria todas as outras errarem na seqüência", recordou Daiane, que foi a primeira a exibir sua performance na final.
"Tem uma explicação técnica para os erros. A postura fez com que eu tivesse erro na chegada. Como operei o joelho fiquei uma semana sem poder treinar nada, e essa semana faz muita diferença para nós ginastas. Quando você está num ritmo forte, um dia sem treino já faz muita diferença", finalizou.