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Atletismo
Terça, 31 de agosto de 2004, 13h00  Atualizada às 18h01
"Nunca mais farei isso", diz invasor da maratona
 
AP
Cornelius Horan chega para depor numa corte de Atenas
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O ex-padre irlandês Cornelius Horan, que atrapalhou a prova da maratona nos Jogos Olímpicos de Atenas ao deter o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima (que liderava a competição), prometeu nesta terça que não irá mais invadir eventos esportivos.

Antes da aparição na Grécia, Horan já havia conturbado o GP da Inglaterra de Fórmula 1 em 2003, em Silvestone.

Ao depor numa corte grega, o fanático religioso pediu desculpas ao atleta brasileiro e disse que "ele será recompensado por Deus no dia do Juízo Final. Rezo para que Deus lhe dê algo maior do que uma medalha de ouro. Ele também anunciou sua intenção de escrever uma carta pedindo desculpas ao brasileiro."

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    "Fiz isso duas vezes e não irei fazê-lo de novo. Isso pode prejudicar minha missão na Terra, além de custar minha liberdade", disse Horan, de 57 anos, já condenado pelas autoridades gregas a uma pena preliminar de um ano de detenção. Ele foi solto após pagar cerca de 3 mil euros de fiança.

    Horan explicou os motivos que o levaram a modificar a história da prova mais nobre da Olimpíada. "O mundo precisa saber que o maior evento de nosso tempo está chegando: a segunda volta de Cristo à Terra. O século 21 exige maneiras distintas de atuação, e eu acredito que os grandes eventos, por canalizarem a atenção do público, são a melhor maneira de levar a palavra de Deus."

    O religioso, que mora num subúrbio ao sul de Londres, embarcou para Atenas no próprio domingo, apenas algumas horas de protagonizar a atitude mais insólita dos Jogos. Depois de preso, mostrou contrariedade e arrependimento.

    "Pessoalmente, foi uma tragédia ter derrubado aquele pequeno homem. Ao ver a cena na TV, chorei."

    Pela invasão em Silverstone, Horan passou dois meses na prisão. Agora, corre o risco de ser sentenciado em até cinco anos, apesar de que exames preliminares atestaram sua insanidade mental. Por causa disso, ele deverá apenas ser impedido de entrar na Grécia.


     

  • Redação Terra