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No evento promovido nesta quinta-feira na Granja Comary, em Teresópolis, para homenagear a seleção feminina vice-campeã olímpica em Atenas, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse que vai se reunir com o técnico Renê Simões para estudar uma forma de desenvolver o futebol feminino no País. A idéia é formar uma liga.
"A CBF vai estudar uma forma de dar segmento ao trabalho do futebol feminino, para ficar o mais próximo possível do masculino", prometeu o dirigente.
Enquanto isso, as jogadoras demonstraram preocupação quanto ao futuro. A atacante Cristiane, artilheira da Olimpíada com cinco gols ao lado da alemã Prinz, espera que seja criado um campeonato para dar oportunidade às meninas.
O lateral-esquerdo Roberto Carlos se mostrou preocupado com as jogadoras e também prometeu ajudar.
"Eu me emocionei vendo a final. Vou procurar conseguir patrocínio para algumas delas através da minha empresa (a RC3)", comentou.
A festa desta quinta-feira serviu também para o lançar o livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Roberto Assaf e Antônio Carlos Napoleão.
Entre os jogadores que participaram dos títulos mundiais estiveram Nílton Santos, Orlando Peçanha, Clodoaldo, Piazza, Branco, Taffarel, Ricardo Rocha, Zetti, Mazinho, Ronaldão, Paulo Sérgio e Zetti, além do coordenador técnico Zagallo e dos pentacampeões mundiais que foram convocados para o jogo com a Bolívia.
Da seleção feminina, a única ausência foi a meia Marta. Ela tem jogo pelo Umea, da Suécia, no domingo e teve que embarcar direto para o país.
Ricardo Teixeira, presidente da CBF, elogiou a obra de Assaf e Napoleão, que conta a história da entidade desde que se chamava CBD até os dias de hoje. Ele disse que o livro não terá apenas uma edição e o objetivo é atualizá-lo a cada dois anos com os novos resultados.
A cerimônia começou com um almoço. Depois os autores foram apresentados e Ricardo Teixeira fez um discurso. Em seguida houve um bolo em homenagem à seleção feminina vice-campeã olímpica.
Por último, foi exibido um vídeo de dez minutos sobre o amistoso com o Haiti, no último dia 18 de agosto.
Foram mostradas cenas da organização da partida, da viagem, da chegada dos jogadores e da recepção promovida pelo povo haitiano. Os jogadores acompanharam com emoção.
"O brasileiro vive de emoções. A seleção feminina chegou na final da Olimpíada e a masculina chega sempre nas decisões. A história da seleção é muito grande e tenho orgulho de fazer parte dela", disse o lateral-esquerdo Roberto Carlos, que deve ser o capitão no jogo com a Bolívia.
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