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Futebol Feminino
Quinta, 2 de setembro de 2004, 17h56  Atualizada às 21h28
Roberto Carlos faz campanha para Seleção feminina
 
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O lateral-esquerdo da seleção brasileira de futebol Roberto Carlos afirmou nesta quinta-feira que vai investir em um equipe de futebol feminino, motivado pela conquista da medalha de prata da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Roberto Carlos, que durante o GP Brasil de Motovelocidade anunciou sua participação na equipe Seedorf Racing, em sociedade com o também jogador de futebol Clarence Seedorf, da Holanda, afirmou que iniciará o seu projeto patrocinando algumas jogadoras para depois montar sua equipe.

"Essa conquista das meninas foi realmente fantástica para um esporte que não tem incentivo no Brasil. Me emocionei com o amor que elas jogaram, na minha opinião mereciam o ouro", disse ele aos repórteres durante almoço promovido pela CBF para homenagear a conquista das mulheres.

"Quero ajudar a desenvolver o futebol feminino de alguma forma no país, vou procurar patrocínios por meio da minha empresa em São Paulo. Podem me cobrar no mês que vem. Depois que a CBF montar o projeto para realizar um campeonato feminino no Brasil, vou montar um time", acrescentou ele, que defende o Real Madrid.

A capitã da seleção feminina, a zagueira Juliana Cabral, ficou entusiasmada com a iniciativa de Roberto Carlos. "Esse apoio não podia ser melhor. Estamos precisando de iniciativas como essa. Espero que a medalha de prata abra as portas para nós", disse Juliana.

Roberto Carlos demonstrou sua intenção após ouvir o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, reafirmar sua vontade de organizar uma liga feminina na próxima temporada.

Teixeira afirmou que vai se reunir com o técnico vice-campeão olímpico, René Simões, para estudar a melhor forma de viabilizar o futebol para mulheres no país.

"Ainda estamos em uma fase embrionária, vou me reunir com o René para estudarmos a melhor forma de viabilizar esse projeto. Com certeza essa conquista elevou a seleção feminina e vamos nos esforçar ao máximo para que não para nesse estágio" afirmou Teixeira após o almoço de comemoração.

"Acho que a melhor solução será uma liga, com seis ou sete clubes. Muitos desses clubes que têm futebol feminino não são tradicionais de futebol, e esse pode ser o caminho", acrescentou o presidente.

Apesar de toda a confiança demonstrada pelo presidente da CBF, o responsável pela seleção masculina de futebol, Carlos Alberto Parreira, afirmou que a conquista de prata não terá influência na formação da liga.

"A medalha das meninas foi incrível, como conquista algo for a de série, mas não acredito que isso vá atrair investimentos para a realização da Liga. Tomara que eu esteja equivocado", disse Parreira.


 

Redação Terra