| Wander Roberto/COB/Divulgação |
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| Diogo diz que atletas sofreram antes da Olimpíada |
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A capacidade administrativa da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), presidida há 17 anos pelo coreano Yong Min Kim, foi colocada em xeque durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Atenas.
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Os atletas brasileiros simplesmente foram enviados à Coréia do Sul sem qualquer tipo de amparo. Sem intérprete, hospedaram-se numa escola que seguia preceitos militares. "Até continência tínhamos de bater todas as manhãs", revela Diogo Silva, que disputou a medalha de bronze na Grécia.
Ele e Marcel Wenceslau enfrentaram graves problemas de adaptação nos três meses que passaram na Ásia. Natália Falavigna, que completou a delegação do país na modalidade, ficou apenas um mês na Coréia e voltou ao Brasil.
A princípio, o treinamento intensivo realizado na Coréia do Sul fazia sentido, pois o país é um dos principais centros mundiais do taekwondo.
"Enfrentamos dificuldades muito grandes por causa das diferenças culturais. Não tínhamos ninguém para conversar, sem contar que os treinos eram muito puxados em relação aos do Brasil", relata Silva.
"Ninguém acreditava na gente. A verdade é que só chegamos lá porque cada um fez seu treino com seu técnico, em sua cidade, a sua maneira. Não podemos nos enganar: a Confederação não fez nenhum trabalho para construir isso. Tivemos alguma ajuda para a viagem, mas só isso", afirma Natália, que chegou a abandonar o esporte por quase dois meses.
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