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O Comitê Olímpico Brasileiro e a Confederação Brasileira de Atletismo poderão indicar um árbitro na Câmara da Corte Arbitral do Esporte (CAS) caso a decisão sobre o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima chegue à instância maior do esporte.
De acordo com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, que esteve em Lausanne, Suíça, na última quarta-feira, a Câmara será integrada por outros dois árbitros, um indicado pela Federação Internacional de Atletismo (Iaaf), e outro pela própria CAS, que atuará como presidente.
O COB e a CBAt entrarão com o recurso na CAS em meados de outubro. O prazo final para entrar com recurso é 29 de outubro - 60 dias após o fato.
Mas o COB e a CBAt consideram a possibilidade de não precisar recorrer à CAS para solicitar que a medalha de ouro da maratona olímpica também seja entregue a Vanderlei, que foi empurrado pelo ex-padre irlandês Cornelius Horan quando liderava a prova nos Jogos de Atenas, no 36º Km.
Neste final de semana, o presidente da CBAt, Roberto Gesta, entregará ao presidente da Iaaf, o senegalês Lamine Diack, uma carta solicitando a medalha de ouro para Vanderlei, sem prejuízo ao atleta italiano Stefano Baldini, vencedor da corrida.
Além da carta, assinada pelo COB e pela CBAt, serão entregues jornais de várias partes do mundo com notícias do incidente e também imagens de vídeo comprovando o ataque sofrido por Vanderlei.
"Queremos dar ao presidente Lamine Diack a oportunidade de a Iaaf rever a decisão tomada após a prova no dia 29 de agosto e, num gesto de grandeza de seu presidente, dar ao Vanderlei o que o mundo inteiro reconhece: a medalha de ouro olímpica", afirmou Nuzman.
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