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O presidente da Federação Internacional de Ginástica (FIG), o italiano Bruno Grandi, admitiu que os erros cometidos pelos juízes nos Jogos de Atenas foram inaceitáveis e tomou uma série de "medidas corretivas" entre elas a suspensão do novo código de pontos que iria entrar em vigor em 1º. de janeiro.
Também foram cancelados os cursos internacionais de juízes previstos para dezembro e janeiro.
Se a assembléia que a FIG realizará no próximo mês na Turquia ratificar, os juízes serão avaliados no futuro não só pela nota que tirarem nos cursos, mas também por sua atuação nas competições oficiais. Quando cometerem erros provados, serão punidos imediatamente e por um prazo que pode chegar a quatro anos.
As notas dadas pelos juízes em Atenas, sobretudo na competição masculina de ginástica artística, foram alvo de numerosas reclamações, algumas delas ainda pendentes de resolução no Tribunal de Arbitragem Deportivo.
A maior polêmica ocorreu na final individual absoluta. O americano Paul Hamm ganhou o ouro porque os juízes se equivocaram na nota de partida do sul-coreano Tae-young Yang, que finalmente foi o terceiro. A FIG reconheceu o erro e sancionou três juízes, mas se negou a mudar a classificação porque a delegação coreana não tinha apresentado uma reclamação a tempo.
Bruno Grandi reuniu esta semana ao Executivo da FIG para analisar as raízes do problema e mostrou de forma contundente sua intenção de "fazer mudanças drásticas no modo de pontuar", informou hoje o organismo em comunicado.
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