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O ginasta americano Paul Hamm e o sul-coreano Tae-Young Yang prestaram depoimentos, nesta segunda-feira, no Tribunal de Arbitragem Esportivo (TAS) de Lausanne para defender seus respectivos direitos à medalha de ouro na disputa individual geral masculina dos Jogos Olímpicos de Atenas, que atualmente está com o americano. Yang, que foi bronze, apresentou um recurso contra o resultado, mas Hamm disse na porta do hotel onde aconteceu a audiência que tem esperança de que quando tudo terminar a medalha continue pendurada em seu pescoço. O secretário-geral do TAS, Matthieu Reeb, disse que esta instância emitirá um veredicto em um prazo aproximado de duas semanas. Hamm ganhou o ouro graças a três juízes que erraram na nota de partida do exercício das paralelas de Yang. Os juízes deram 9,9 no lugar de 10, e esse décimo a menos seria o suficiente para o sul-coreano superar Hamm na classificação final. Mas a equipe da Coréia do Sul não apresentou uma reclamação dentro do prazo, mas quando as medalhas já tinham sido entregues, e a Federação Internacional de Ginástica (FIG) até reconheceu o erro e puniu os juízes, mas se negou a mudar o resultado. Yang recorreu ao TAS, que agora deve se pronunciar sobre o assunto. Sua decisão não será passível de apelação, pelo menos na Justiça esportiva. A FIG reconheceu que os juízes cometeram erros graves em Atenas e suspendeu o código de pontuação que devia entrar em vigor em janeiro para reformar o sistema e evitar que as polêmicas se repitam.
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