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Os procuradores gregos que investigaram o caso dos atletas do país Kostas Kenteris e Ekaterini Thanou, que não passaram por um exame antidoping alegando ter sofrido um acidente de motocicleta, chegaram nesta terça-feira à conclusão de que o incidente foi simulado.
Os procuradores Spiros Mousakitis e Athina Theodoropulu concluíram que o acidente de moto dos dois atletas na noite de 12 de agosto, um dia antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, foi simulado com o objetivo de escapar de um exame antidoping do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Kenteris e Thanou renunciaram a participar dos Jogos de Atenas sem esperar a decisão da Comissão Disciplinar do COI, que investigava as ausências no dia em que foram procurados para passar pelo exame. Os procuradores propõem que Thanou e Kenteris sejam notificados pelo crime de simular o acidente de moto.
Eles propõem também que sejam convocados a comparecer perante a Justiça os médicos do hospital de Atenas para o qual Kenteris e Thanou foram levados logo após o acidente.
Além disso, os fiscais enviaram o assunto do mercado de substâncias proibidas ao procurador do supremo tribunal, Dimitris Linos, para que decida se a questão deve ser levada ao Parlamento.
A seguir, o Parlamento teria que decidir se suspende a imunidade parlamentar a ex-ministros e atuais deputados, que apoiaram com subvenções estatais uma empresa que importava substâncias proibidas para os atletas, de propriedade do ex-técnico de Kenteris e Thanou, Christos Tsekos.
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