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A Grécia não vai vender nenhuma das instalações esportivas usadas na Olimpíada. A garantia foi dada pelo primeiro-ministro Costa Karamanlis nesta terça-feira.
Embora o governo ainda não tenha concluído os planos de aproveitamento das instalações mais de três meses após o fim dos Jogos, Karamanlis disse que qualquer decisão terá de trazer benefícios de longo prazo para todos os gregos.
"Isso é o mínimo que podemos fazer pelos cidadãos que apoiaram os Jogos com seu próprio bolso", disse ele a jornalistas. "A fim de usar eficientemente as instalações olímpicas, decidimos que elas continuarão sendo propriedade pública."
Ele disse que empresas poderão participar de licitações para o uso dos estádios e ginásios, mas que eles não serão privatizados.
Os Jogos de Atenas (de 13 a 29 de agosto) foram os mais caros da história, custando mais de 9 bilhões de euros (US$ 12,11 bilhões), o dobro do previsto.
Karamanlis disse que o objetivo do governo na utilização das dezenas de modernas instalações olímpicas é atrair investimentos estrangeiros, ampliar o período turístico e melhorar a qualidade de vida dos atenienses.
Os planos iniciais incluem transformar o centro equestre em um parque temático, a raia de remo em zona ambiental e o ginásio de judô e lutas em academias de música e dança.
Detalhes sobre prazos, custos e o destino de outras instalações ainda não foram definidos, segundo as autoridades.
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