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Atenas 2004
Terça, 18 de janeiro de 2005, 16h17 
Vice-presidente do COI reivindica sua inocência
 
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O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional Um Yong Kim, condenado a dois anos de prisão e suspenso de suas funções pelo Tribunal Supremo da Coréia do Sul por malversação de fundos, emitiu um comunicado no qual reivindica sua "inocência em todas as acusações".

O ex-dirigente esportivo e ex-parlamentar foi declarado culpado de desviar 3,2 bilhões de dólares em sua gestão à frente da Federação Mundial de Tae-kwon-do e outras organizações esportivas.

"Reivindico minha inocência de todas as acusações que me foram imputadas. Sem que represente uma falta de respeito aos Juízes, quero esclarecer que as acusações carecem de provas, e que as acusações são infundadas e motivadas, unicamente, por aspectos políticos relacionados diretamente à polêmica de Pyeongchang", aponta Yong Kim em sua nota.

"Quero acrescentar que nada do que ocorreu durante este último ano alterou meu amor pela Coréia nem meu compromisso de servir a seus interesses diplomáticos. Nem a busca da paz na península e meu entusiasmo em comandar sua administração esportiva", prosseguiu o vice-presidente do COI, que há um ano foi suspenso provisoriamente de suas funções depois de ser detido pela primeira vez.

Yong Kim destacou que suas principais preocupações neste momento são "olhar pelo bem-estar da família e sua saúde, submetida a um enorme pressão e deteriorada por estes assuntos", acrescentou.

"Minhas filhas e meu filho sofreram uma angústia mental considerável. Estou muito agradecido para todos aqueles que mostraram seu apoio ante as autoridades coreanas. As mensagens de ânimo chegaram de todo o mundo, incluindo o ex-presidente Juan Antonio Samaranch. Todos expressaram a confiança em minha honra e em minha integridade", conclui seu comunicado.

Se o presidente do COI, o belga Jacques Rogge, mantiver sua política de tolerância zero com a corrupção, é provável que Kim seja expulso na próxima assembléia deste organismo, que acontece no mês de julho em Cingapura.
 

EFE

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