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O italiano Mario Pescante, presidente do Eurolympic, que reúne os Comitês Olímpicos Europeus, afirmou nesta quinta-feira que irá propor o rodízio de continentes para combater o "gigantismo" nos Jogos Olímpicos. A proposta de Pescante será apresentada na Assembléia do Comitê Olímpico Internacional (COI), em 6 de julho, na cidade de Cingapura. Ele criticou o fato de as despesas dos Jogos Olímpicos crescerem cada vez mais. "Isso cria um grande problema: para ser sede precisa-se de uma cidade rica e importante e um governo que faça um grande investimento econômico. Com isso, corremos o risco de só países ricos poderem realizá-los (os Jogos Olímpicos)", disse. "Eu gostaria, por exemplo, de ver como são feitos Jogos Olímpicos na África, na América do Sul ou na América Central", acrescentou Pescante. O presidente do Eurolympic deu como exemplo os custos da Olimpíada de Inverno de Turim-2006, que superam os 3,2 bilhões de euros: 2,066 bilhões em despesas de infra-estrutura (1,18 bilhão em obras principais, como construção de instalações esportivas) e 1,2 bilhão de custos de organização. Destes 1,2 bilhão, só 40% são cobertos com venda de direitos de televisão, cotas de patrocínio e ingressos. "Acho que chegou o momento de nos perguntar e refletir sobre o futuro dos Jogos Olímpicos, evitar que se caia no 'gigantismo', que eles sejam como Mundiais e que não fiquem para trás os valores olímpicos e culturais", disse Pescante.
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