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Trinta atletas com necessidades especiais disputaram neste final de semana o 3º Campeonato Brasileiro de Adestramento Paraolímpico. A competição foi organizada pela Confederação Brasileira de Hipismo, em parceria com o Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Praticada no Brasil profissionalmente há cerca de cinco anos, essa modalidade de hipismo já se tornou um dos focos de investimento do Ministério dos Esportes.
O ministro Agnelo Queiroz participou neste domingo da entrega de medalhas do torneio e disse que pretende ampliar o acesso e profissionalização do esporte por meio da Bolsa-Atleta.
"Acima de tudo, o hipismo paraolímpico ajuda muito no desenvolvimento pessoal. Os portadores de necessidade especial mostram grande talento nessa área", ressaltou o ministro.
E acrescentou: "Nós queremos ampliar o acesso a essa modalidade, dando oportunidade aos interessados em competir. Quem não tiver patrocínio, vai receber o Bolsa-Atleta."
Primeiro lugar por equipe na categoria estilo livre 1A, o cavaleiro brasiliense Sérgio Fróes, 23 anos, foi um dos primeiros selecionados para receber o benefício.
No Parapanamericano de Mar Del Plata, em 2003, Fróes ganhou duas medalhas de ouro e tem grandes chances de participar da próxima Paraolímpiada, em 2008, na China.
"Para mim, o mais importante é estar integrado em um ambiente saudável. Ajuda muito na minha auto-estima, concentração e até controle motor", revelou o atleta, que tem paralisia cerebral.
Bolsa-Atleta
A Bolsa-Atleta foi lançada no dia 25, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e deverá beneficiar cerca de mil atletas até o final do ano. O benefício varia de R$ 300 a R$ 2,5 mil.
Esses recursos devem ser destinados à manutenção pessoal mínima do atleta de alto rendimento que queira desenvolver uma carreira esportiva.
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