Atlético-GO

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23 de abril de 2013 • 20h00 • atualizado às 20h45

Com salários atrasados, elenco do Atlético-GO não acredita mais no presidente

Robston (esq.), Pituca (centro) e Márcio são líderes do grupo do Atlético-GO
Foto: MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra
  • Direto de Goiânia
 

A situação de salários atrasados do Atlético-GO chegou a um ponto crítico nesta terça-feira. O dia foi marcado por uma longa reunião entre os jogadores, a comissão técnica e o diretor de futebol do clube. Após o treinamento, os principais líderes do grupo rubro-negro concederam entrevista coletiva e deixaram claro que não há mais confiança no presidente Valdivino de Oliveira.

Os jogadores cobram uma postura mais enérgica por parte do presidente e maior presença do dirigente no clube. O capitão e goleiro Márcio e os volantes Robston e Pituca, jogadores com muita identificação com o Atlético-GO nos últimos anos, deixaram claro que não acreditam mais no discurso de Valdivino e aguarda uma solução urgente por parte do presidente.

“Ele perdeu muito ponto, até porque ele está falando e não está cumprindo, e a gente está criando expectativa em cima disso. Eu tinha muita confiança nele e perdi muito, simplesmente ele está jogando o crédito dele por água abaixo”, frisou o volante Robston.

<a data-cke-saved-href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/sensacoes-caipiras/iframe2.htm" href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/sensacoes-caipiras/iframe2.htm">veja o infográfico</a>

“Eu não acredito mais não, tenho esperança no trabalho que está sendo feito especificamente pelo grupo, comissão técnica e pela diretoria por parte do Adson Batista e do Jovair (vice-presidente). Respeito a entidade e ele é o presidente do clube, mas como pessoa eu não acredito mais. Só se ele me provar o contrário”, ponderou Márcio.

O goleiro foi além e admitiu que, se o clube não honrar com os compromissos, boa parte do elenco sairá. “Eu te digo que cerca de 80% do grupo pode sair e me incluo nesta parte aí”, salientou. No entanto, o discurso dos jogadores apontou no sentido de que a equipe não vai mudar a atitude dentro de campo em respeito ao trabalho que está sendo realizado pelos jogadores, pelo diretor de futebol Adson Batista e pelo técnico Waldemar Lemos.

MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra