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Modelo de gestão do Atlético-PR ajuda na "escolha" de Adriano

3 dez 2013
09h26
atualizado às 11h14
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No início desta semana, o Atlético-PR surpreendeu ao “aceitar” a chegada do atacante Adriano, 31 anos, para usar seu espaço visando a recuperar a forma física e voltar a jogar futebol – o que não ocorre desde março de 2012.

<p>Sem jogar desde 2012, atacante busca recuperação em "blindado" Atlético-PR</p>
Sem jogar desde 2012, atacante busca recuperação em "blindado" Atlético-PR
Foto: Terra

Adriano chegou a Curitiba nesta segunda-feira, no final da tarde, e saiu do Aeroporto Afonso Pena direto para o CT do Caju para conversar com pessoas ligadas à diretoria, além de funcionários do departamento médico e físico. Sua forma era visivelmente fora do ideal, passando dos 115 kg. Em seu auge na carreira, pesava 97 kg.

O clube já deixou claro que não vai se pronunciar sobre a chegada do atleta - pelo menos, por enquanto. O atacante fica na cidade por 90 dias e, após avaliação física e clínica, terá seu destino definido: o acerto de contrato fixado em R$ 80 mil de salário mais premiação por produtividade (partidas, gols, títulos) ou outra tentativa frustrada, talvez a última.

O início vem já nesta semana, com uma bateria de exames. O problema no tendão de Aquiles, operado duas vezes entre 2011 e 2012, está solucionado clinicamente.

Apesar da surpresa, o caso não é uma novidade no Atlético-PR. Apostar em Adriano pode ser explicado com alguns fatos que deixam a equipe paranaense em um panorama, de certa forma, ideal para recuperar o jogador, que fez sucesso tanto no Brasil quanto no exterior.

Confira abaixo alguns motivos para que Adriano tenha tranquilidade em sua recuperação:

<p>Adriano viajou nesta segunda a Curitiba</p>
Adriano viajou nesta segunda a Curitiba
Foto: Getty Images

Acesso restrito à imprensa
O relacionamento do Atlético-PR com imprensa é restrito. Durante esta temporada, o clube vetou a presença de jornalistas em seus treinos, além de proibir entrevistas antes, durante e após os jogos. A liberação só ocorreu com os canais de comunicação que possuem direito de transmissão tanto na Série A quanto na Copa do Brasil, após certa resistência.

Saída do Rio de Janeiro
Uma das grandes preocupações para recuperar Adriano sempre foi o fato de ser muito ligado a família e a amigos da capital carioca, principalmente da Vila Cruzeiro. A ida para o Sul do País “dificultaria” esse retorno fácil e rápido.

Clube ajudou em casos parecidos
Washington foi um atleta que o Atlético-PR recuperou. Com problemas cardíacos, chegou a ter notícia de que dificilmente poderia mais jogar futebol novamente. Operou para desobstruir uma artéria do coração em 2002 e, dois anos depois, viu o clube recebê-lo de portas abertas. O resultado foi o vice-campeonato no Campeonato Brasileiro, fora a artilharia do torneio com 34 gols – a maior em uma única edição.

Outro caso aconteceu recentemente, em 2012. O goleiro Rodolfo, formado nas categorias de base do rival Paraná, sofreu por problemas com drogas quando foi pego no exame antidoping por uso de cocaína, nas partidas contra CRB e Ceará, pela Série B do ano passado. Suspenso por dois anos, o atleta conseguiu sua liberação após ficar um ano sem o uso da droga – em setembro deste ano. O Atlético-PR o acolheu e fez parte de toda sua recuperação, acompanhando o seu dia a dia.

Pré-temporada longa e eficiente
Neste ano, o Atlético-PR revolucionou e apostou em uma pré-temporada grande. O elenco se reapresentou no dia 3 de janeiro e só jogou uma partida oficial 90 dias depois, pela Copa do Brasil. Antes disso, apenas jogos-treino e a disputa da Copa Marbella, na qual o clube paranaense foi campeão. No Campeonato Paranaense, utilizou o time Sub-23.

Com o preparador Moraci Sant'anna, renomado na área e à frente do setor no Atlético-PR, o time paranaense mostrou que a ideia deu certo. No segundo semestre, chegou à final da Copa do Brasil contra o Flamengo sendo vice-campeão e está perto de uma vaga na Copa Libertadores da América, dependendo apenas de si na última rodada da Série A. Essa resistência física trabalhada durante cerca de três se mostrou eficaz, com o time “sobrando” muitas vezes na segunda etapa dos jogos.

Baixa exposição
Como o clube possui um tratamento diferente com os veículos de comunicação, as declarações sobre o jogador de maneira oficial serão raras. O Atlético-PR mostrou que não vai comentar a vinda de Adriano tão cedo. Um assunto importante, como a reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014, só foi comentada duas vezes pelo clube neste ano através de entrevistas coletivas. O restante, apenas através de suas mídias oficiais.

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Fonte: PGTM Comunicação - Especial para o Terra PGTM Comunicação - Especial para o Terra
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