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Confiante em pódio inédito, revezamento busca auge de fundamentos

17 jul 2012
16h01
atualizado às 18h37
Emanuel Colombari
Vagner Magalhães
Direto de Londres

O atletismo brasileiro mostra otimismo a respeito da conquista de uma medalha inédita em Olimpíada. Nos Jogos de 2012, em Londres, o revezamento 4x100 m feminino aposta em uma presença no pódio, que bateu na trave na Olimpíada de Pequim 2008. Para isso, os grandes méritos da equipe são os desempenhos individuais e a passagem de bastão.

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Em 2008, a equipe brasileira ficou no quase, chegando em quarto (43s14), atrás de Rússia (42s31), Bélgica (42s54) e Nigéria (43s04). Na ocasião, a equipe era formada por Rosemar Coelho, Lucimar de Moura, Thaissa Presti e Rosângela Santos - das quais apenas a última se mantém entre as candidatas à prova quatro anos depois.

No primeiro dia de treinos em Londres, nesta terça, no estádio de atletismo do Crystal Palace National Sports Centre, as seis integrantes convocadas para o revezamento (Ana Cláudia Lemos, Rosângela Santos, Vanda Ferreira, Evelyn dos Santos, Tamiris de Liz e Franciele Krasucki) treinaram a passagem de bastão, principalmente.

Para o técnico Katsuhico Nakaya, responsável pela velocidade dos times masculino e feminino, a repetição da troca consolida a evolução do time.

"Não significa não ter risco de erro. O que nós vamos tentar é minimizar esse risco", explicou Nakaya, fortalecendo o fundamento coletivo da prova para deixar a evolução a cargo dos desempenhos individuais. Para ele, o ideal para brigar por medalhas é conseguir um tempo entre 42s40 e 42s60 na final. "Podemos conseguir esse resultado, porque houve evolução".

A grande artimanha do treinador para conquistar o bom resultado no revezamento é a técnica de troca de bastão. Antes decrescente (com braços dos atletas subindo e descendo para a manobra), o Brasil passou a realizar a passagem com o chamado "push" ("empurre", em inglês), com braços dos atletas em uma mesma altura e palmas das mãos visíveis.

Mesmo com tanto ensaio, o time ainda está sujeito a erros - como na final do Mundial de Atletismo de 2011, em Daegu, na Coreia do Sul, quando Nilson André se chocou com um português e caiu. Para Nakaya, o fundamental nos momentos decisivos é conseguir com que o time repita nas provas o que faz nos treinos.

"A primeira coisa que eu falo para o grupo é: faça o que foi treinado. Não faça nada que não foi treinado, não invente moda", explicou o treinador.

Meta no pódio é o bronze, mas...
Tanto as integrantes quando o treinador apontaram EUA e Jamaica como principais favoritas para a vitória no revezamento feminino. No entanto, a briga pelo terceiro lugar é disputada. Se Nakaya aponta seis equipes em condições de brigar pelo bronze (Trinidad & Tobago, Japão, Brasil, França, Reino Unido e Alemanha), Ana Cláudia Lemos ainda lembra da Ucrânia como uma rival em potencial.

"Não podemos descartar nenhum time. Estamos confiantes no grupo", disse ela, advertindo: Estados Unidos e Jamaica também erram. "A gente sabe que pode acontecer", completou.

Tanto no masculino quanto no feminino, Nakaya aponta outro problema a ser vencido: o ego. "É um esporte coletivo, e eles (Estados Unidos e Jamaica) tem muita vaidade", disse o técnico. "Imagina o técnico do (Usain) Bolt, o técnico do Asafa (Powell)... Quem vai ser o técnico da equipe?", emendou.

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O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, de 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura conta com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

Rosângela recebe o bastão de Franciele Krasucki durante treinamento
Rosângela recebe o bastão de Franciele Krasucki durante treinamento
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Fonte: Terra
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