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05 de novembro de 2012 • 07h37 • atualizado às 15h12

Saiba como evitar a inflamação no tendão de Aquiles

O tendão de Aquiles é uma das partes do corpo mais exigidas durante a corrida, e por consequência disso uma das mais sujeitas a lesões
Foto: shutterstock / Terra
 

Localizado na parte posterior da perna, na região acima do calcanhar, o tendão de Aquiles tem como função conectar os músculos da panturrilha ao calcâneo (osso que dá forma ao calcanhar), sendo uma das partes do corpo mais exigidas durante a corrida. Por consequência disso, é também uma das mais sujeitas a lesões. A mais comum é a tendinopatia do tendão de Aquiles, uma inflamação que pode acometer tanto o ligamento como o calcâneo e pode ter consequências graves caso não tratada adequadamente. "Eventualmente, pode ocorrer uma degeneração, com ruptura total do ligamento calcâneo", adverte Ricardo Cury, doutor em ortopedia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.



Segundo Cury, essa inflamação é causada por uma sobrecarga gerada pelo esforço muito intenso e repetitivo. "Essa sobrecarga pode ocorrer mesmo em um curto espaço de tempo, caso haja excesso na intensidade do exercício", salienta, dizendo que ela também pode ter relação com o tipo de tênis e a superfície utilizados para a prática.



Os principais sintomas são o inchaço do tendão e a dor, que pode ocorrer durante ou após a corrida - mesmo em repouso, ou em ambos os momentos, dependendo da intensidade. Aos primeiros sinais, a orientação é suspender temporariamente a prática e procurar um especialista para avaliação e tratamento adequados. "Mas o atleta pode substituir a corrida por outra atividade aeróbica para não perder o condicionamento", sugere o ortopedista.



O tratamento é feito à base de fisioterapia analgésica, anti-inflamatório, alongamento e exercícios de fortalecimento. "Após a melhora, a volta deve ser gradativa, começando pela caminhada, depois corrida com intensidade baixa e assim por diante", comenta Cury, dizendo que a recuperação em se tratando de corredores não profissionais leva cerca de seis meses. No caso de não haver melhora com o tratamento, a indicação é o procedimento cirúrgico.



Para prevenir o problema, é preciso saber dosar a intensidade do treinamento, respeitando o condicionamento do atleta e seu biotipo (idade, peso, frequência cardíaca). Para quem está começando, o treino deve ser progressivo conforme a adaptação. No caso dos praticantes, é preciso estar atento para não forçar o corpo além do seu preparo, o que certamente causará uma sobrecarga. Também é importante fazer alongamento, exercícios de fortalecimento localizados e utilizar um tênis adequado para a prática.



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