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Corrida de rua
 
 

Aos 65 anos, aposentado descobre a corrida e deixa a bebida

06 de dezembro de 2012 08h05

Aos 65 anos, o aposentado José Amâncio Neto descobriu a corrida, que mudou radicalmente sua vida, antes desregrada por conta de excessos relativos ao .... Foto: arquivo pessoal/Terra

Aos 65 anos, o aposentado José Amâncio Neto descobriu a corrida, que mudou radicalmente sua vida, antes desregrada por conta de excessos relativos ao álcool e à má alimentação
Foto: arquivo pessoal/Terra

José Amâncio Neto tem 68 anos, é sergipano, bancário aposentado e vive em Salvador (BA). Há três anos ele descobriu a corrida, esporte pelo qual se apaixonou e que foi responsável por uma mudança radical em sua vida, antes desregrada por conta de excessos relativos ao álcool e à má alimentação. "Eu era um alcoólatra moderado. Bebia muito, diariamente. Também era hipertenso, tinha índices de glicemia e triglicérides altos. Cheguei a pesar 100 kg", conta José Amâncio, que em outubro deste ano correu sua segunda meia-maratona e diz ter renascido depois que a corrida passou a fazer parte de sua história.

Foi no final de 2008 que o aposentando resolveu que tinha de parar com a bebida de uma vez por todas. Procurou ajuda de um médico e começou a fazer caminhadas diariamente para tentar emagrecer. "Foi fazendo essas caminhadas que comecei a me entrosar com os corredores, até que acabei entrando para um clube de corrida", relembra, dizendo que o começo foi difícil, pois havia sido sedentário durante muito tempo. Porém, com força de vontade e dedicação, conseguiu reduzir seu peso de 100 para 82 kg, e com quatro meses de treino já participou de sua primeira prova. "Foi uma corrida de 6,8 km, que completei em 45 minutos. Fiquei tão entusiasmado que não parei mais", comenta. Assim, só no primeiro ano de prática, acabou participando de 15 provas.

O aposentado, então, começou buscar novos desafios. O primeiro foi correr 10 km em menos de uma hora. "O que na minha idade era muito difícil", observa. Foi após conseguir o feito que decidiu tentar um desafio ainda maior e partiu para a meia maratona. "Levei quatro meses me preparando e em julho deste ano corri a Meia Maratona da Bahia, em 2h28min". Não contente, resolveu repetir a dose e em outubro último também correu a Meia Maratona Iguatemi Farol a Farol. ¿Nessa consegui baixar meu tempo para 2h25min¿.

Hoje, José Amâncio corre quatro vezes por semana, entre 30 e 40 km no total, e ainda intercala os treinos com musculação. Atualmente está se preparando para o próximo desafio, que é correr a São Silvestre no final do ano. Será sua primeira prova fora de Salvador. "Aos 68 anos, me sinto melhor do que quando tinha 40. Não me vejo mais sem a corrida. Se tornou mais que um hábito para mim", afirma o aposentado, explicando que a prática não só lhe ajudou a deixar a bebida, entre outros benefícios à saúde, como também proporcionou um convívio social bastante saudável, além de muitas amizades. "Com a corrida encontrei um novo meio de convívio, entre os amigos do clube e outros corredores. Na terceira idade, essa questão de se relacionar com outras pessoas é muito importante, principalmente após a aposentadoria", salienta.

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  1. Aos 65 anos, o aposentado José Amâncio Neto descobriu a corrida, que mudou radicalmente sua vida, antes desregrada por conta de excessos relativos ao álcool e à má alimentação  Foto: arquivo pessoal/Terra

    Aos 65 anos, o aposentado José Amâncio Neto descobriu a corrida, que mudou radicalmente sua vida, antes desregrada por conta de excessos relativos ao álcool e à má alimentação

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  2. Eu era um alcoólatra moderado. Bebia muito, diariamente. Também era hipertenso, tinha índices de glicemia e triglicérides altos. Cheguei a pesar 100 kg, conta José Amâncio  Foto: arquivo pessoal/Terra

    "Eu era um alcoólatra moderado. Bebia muito, diariamente. Também era hipertenso, tinha índices de glicemia e triglicérides altos. Cheguei a pesar 100 kg", conta José Amâncio

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  3. Começou fazendo caminhadas diariamente. Depois acabou se entrosando com os corredores e entrando para um clube de corrida  Foto: arquivo pessoal/Terra

    Começou fazendo caminhadas diariamente. Depois acabou se entrosando com os corredores e entrando para um clube de corrida

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  4. Com força de vontade e dedicação, conseguiu reduzir seu peso de 100 para 82 kg   Foto: arquivo pessoal/Terra

    Com força de vontade e dedicação, conseguiu reduzir seu peso de 100 para 82 kg

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  5. Com quatro meses de treino já participou de sua primeira prova, uma corrida de 6,8 km, que completou em 45 minutos  Foto: arquivo pessoal/Terra

    Com quatro meses de treino já participou de sua primeira prova, uma corrida de 6,8 km, que completou em 45 minutos

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  6. Só no primeiro ano de prática, acabou participando de 15 provas  Foto: arquivo pessoal/Terra

    Só no primeiro ano de prática, acabou participando de 15 provas

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  7. Em outubro deste ano participou de sua segunda meia maratona  Foto: arquivo pessoal/Terra

    Em outubro deste ano participou de sua segunda meia maratona

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  8. Atualmente, José Amâncio corre quatro vezes por semana, um volume total entre 30 e 40 km, e ainda intercala os treinos com musculação  Foto: arquivo pessoal/Terra

    Atualmente, José Amâncio corre quatro vezes por semana, um volume total entre 30 e 40 km, e ainda intercala os treinos com musculação

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  9. Hoje, diz que a prática não só lhe ajudou a deixar a bebida, entre outros benefícios à saúde, como também proporcionou um convívio social bastante saudável, além de muitas amizades  Foto: arquivo pessoal/Terra

    Hoje, diz que a prática não só lhe ajudou a deixar a bebida, entre outros benefícios à saúde, como também proporcionou um convívio social bastante saudável, além de muitas amizades

    Foto: arquivo pessoal/Terra

  10. Na terceira idade, essa questão de se relacionar com outras pessoas é muito importante, principalmente após a aposentadoria, salienta  Foto: arquivo pessoal/Terra

    "Na terceira idade, essa questão de se relacionar com outras pessoas é muito importante, principalmente após a aposentadoria", salienta

    Foto: arquivo pessoal/Terra

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