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Corrida de rua
 
 

Aprenda a complementar o treino de corrida com musculação

17 de janeiro de 2013 07h28

Para que a musculação seja benéfica, é preciso saber direcionar o trabalho de acordo com o treinamento e necessidades do corredor . Foto: Getty Images/Terra

Para que a musculação seja benéfica, é preciso saber direcionar o trabalho de acordo com o treinamento e necessidades do corredor
Foto: Getty Images/Terra

A musculação pode ser muito benéfica como complemento ao treino de corrida, contribuindo para o fortalecimento dos músculos e articulações, o que não só ajudará a prevenir possíveis lesões como também melhorará o desempenho do atleta. Para obter esses benefícios, porém, é preciso saber direcionar o trabalho de acordo com o treinamento e necessidades do corredor.

Diretor-técnico da assessoria esportiva 4any1, de São Paulo, Aulus Sellmer explica que a musculação como complemento deve focar principalmente os grupos musculares mais utilizados na corrida, que são os que compõem os membros inferiores (pernas) e a região do core (formada pelo abdômen, lombar e quadril). "A região do core também é muito importante, pois ela é responsável por manter a postura do atleta durante a corrida", salienta Sellmer, acrescentando que o treino não deve deixar de contemplar os membros superiores, como os braços e os ombros, pois eles atuam como coadjuvantes no movimento esportivo, auxiliando no deslocamento do corredor.

Outro ponto importante é definir o trabalho de musculação de acordo com o período de treinamento em que o corredor se encontra - base, fortalecimento ou velocidade. Segundo o técnico da 4any1, na base da preparação, cujo foco é o aumento da capacidade aeróbica do corredor, deve-se fazer um fortalecimento geral, exercitando todos os grupos musculares. "Nesse período, o trabalho compreende um meio termo entre força e resistência, com séries de 10 a 12 repetições", afirma. Já a carga deve ser definida conforme o condicionamento do atleta, assim como o intervalo de descanso entre as séries, que pode variar de 30 a 60 segundos.

Na fase de fortalecimento, que visa desenvolver a força dos principais grupos musculares envolvidos na corrida, o número de repetições deve ser reduzido a oito por série e a carga aumentada conforme o nível do corredor. "Nessa etapa, o enfoque maior deve ser nos principais grupos musculares. Porém também é importante analisar o equilíbrio muscular do atleta e procurar exercitar aqueles que necessitarem fortalecimento", observa Sellmer. Já no período de velocidade, no qual o objetivo é fazer com que o organismo do atleta encontre maior tolerância ao esforço exigido na corrida, é necessário fazer um trabalho de resistência muscular. "Nesse caso, deve-se executar séries mais longas, de 15 a 20 repetições, com uma carga menor comparada à fase de fortalecimento, porém maior em relação à da base", salienta.

O ideal, afirma o técnico, é que o trabalho de musculação seja feito de duas a três vezes por semana. No caso de corredores iniciantes, o indicado é intercalar os dias de musculação com os treinos de corrida para não sobrecarregar. Já os atletas mais avançados podem fazer o complemento no mesmo dia cujo treino for menos intenso. "É importante que o trabalho seja direcionado e acompanhado por um profissional para que o atleta não exagere na musculação, pois o excesso de massa pode prejudicar o desempenho na corrida", orienta Sellmer.

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  1. Para que a musculação seja benéfica, é preciso saber direcionar o trabalho de acordo com o treinamento e necessidades do corredor   Foto: Getty Images/Terra

    Para que a musculação seja benéfica, é preciso saber direcionar o trabalho de acordo com o treinamento e necessidades do corredor

    Foto: Getty Images/Terra

  2. A musculação como complemento deve focar principalmente os grupos musculares mais utilizados na corrida, que são os que compõem os membros inferiores e a região do core   Foto: Getty Images/Terra

    A musculação como complemento deve focar principalmente os grupos musculares mais utilizados na corrida, que são os que compõem os membros inferiores e a região do core

    Foto: Getty Images/Terra

  3. O treino, porém, não deve deixar de contemplar os membros superiores, como os braços e os ombros, que atuam como coadjuvantes no movimento esportivo, auxiliando no deslocamento do corredor  Foto: Getty Images/Terra

    O treino, porém, não deve deixar de contemplar os membros superiores, como os braços e os ombros, que atuam como coadjuvantes no movimento esportivo, auxiliando no deslocamento do corredor

    Foto: Getty Images/Terra

  4. Outro ponto importante é definir o trabalho de musculação de acordo com o período de treinamento em que o corredor se encontra - base, fortalecimento ou velocidade  Foto: Getty Images/Terra

    Outro ponto importante é definir o trabalho de musculação de acordo com o período de treinamento em que o corredor se encontra - base, fortalecimento ou velocidade

    Foto: Getty Images/Terra

  5. Também é importante que o trabalho seja direcionado e acompanhado por um profissional para que o atleta não exagere na musculação, pois o excesso de massa pode prejudicar o desempenho na corrida  Foto: Getty Images/Terra

    Também é importante que o trabalho seja direcionado e acompanhado por um profissional para que o atleta não exagere na musculação, pois o excesso de massa pode prejudicar o desempenho na corrida

    Foto: Getty Images/Terra

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