Rivais dos principais nomes do Brasil, os próprios quenianos não devem torcer por muito calor na corrida
Foto: Fernando Borges/Especial para Terra
A possibilidade de chuva é pequena durante a São Silvestre 2010, de acordo com as previsões dos principais serviços meteorológicos do país, que também apontam céu nublado. Mas, independente do que aconteça, os principais corredores se dizem preparados, cientes da loucura que é o tempo em São Paulo.
"É melhor não me preocupar com tempo, pois todo dia é um clima diferente aqui. Tem que enfrentar o que vier mesmo", comentou Marílson Gomes dos Santos, principal candidato brasileiro.
"Não tem diferença a São Silvestre ser com chuva ou sol. Independente de qualquer coisa, tem que marcar presença botando o pé", emendou Damião Ancelmo de Souza, melhor brasileiro da última Volta da Pampulha.
Bem-humorado, Franck Caldeira brincou ao falar sobre o assunto. "Diz a previsão que vai nevar. Já trouxe até minha luva e o gorro", sorriu. "Cada um deve fazer sua preparação e se sentir bem de acordo com o que faz melhor no dia da prova. Tem que correr independente de sol e chuva", repetiu.
A alagoana Marily dos Santos é outra a não se preocupar com o assunto. "Tenho o costume de correr com sol, mas quando consegui a vaga nas Olimpíadas corri com água no meio da perna de tanta chuva. Claro que eu espero que esteja sol, mas é melhor não pensar nisso", destacou.
Entretanto, de acordo com o técnico de Marílson, Adauto Domingues, um tempo ameno é o ideal para uma prova de alto nível técnico. "Isso é ótimo para marcas, que dificilmente saem em climas extremos", destacou, acrescentando que, se isto acontecer, o brasiliense deve correr abaixo dos 44min. "Ele pode correr inclusive para 43min50s, desde que o clima esteja bom. Mas se abrir um sol de 30ºC, as coisas mudam de figura", ressaltou.
Ao contrário do que se possa imaginar, muito calor não é bom nem para os africanos. "O Quênia é na África, mas está na altitude e tem temperatura média entre 17ºC e 25ºC. Eles também sofrem com o calor", destacou Moacir Marconi, o Coquinho, responsável por trazer boa parte dos africanos ao Brasil. O treinador só espera que não aconteça uma coisa: chuva. "Senão tira o brilhantismo da prova", justifica.
- Gazeta Esportiva





