Corredores fantasiados não desanimam com a chuva que cai em São Paulo neste sábado
Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
A 87ª edição da Corrida de São Silvestre traz a chance de um clima diferente da maioria dos anos. O dia 31 de dezembro começou com um tempo fechado e uma chuva insistente na capital paulista, ao contrário do tradicional calor do verão (há possibilidade de uma pequena melhora no período da tarde). Ainda assim, as fantasias vão fazer parte da festa no percurso de 15 quilômetros.
Morador da cidade de Diadema, Francisco Chagas Silva chegou à região da Avenida Paulista cedo para desfilar com sua fantasia de "Jesus Cristo". No passeio pela área da largada da prova, ele não se esqueceu da cruz, feita de isopor - e coberta por uma fita - para evitar grande desgaste.
"Mesmo se essa chuva continuar, não vai atrapalhar minha fantasia. É a minha nona São Silvestre, todo ano venho com um traje diferente. Eu mesmo fiz a roupa, é de um tecido que seca rápido, é estilo dry fit, não tem problema", disse o atleta, que veio de "Roberto Carlos em alto mar" na edição passada.
Vários atletas que se utilizam apenas da simples combinação shorts e camiseta também estão na Avenida Paulista. Há uma grande expectativa pelo novo percurso da prova, que será encerrada em frente ao Obelisco do Ibirapuera.
Rosan Henrique Ribeiro veio da cidade de Santa Rita do Sapucaí (município localizado no Sul de Minas Gerais) e já passou por outras modificações da história da São Silvestre. Agora, ele espera cumprir a expectativa dos especialistas e baixar a sua média de tempo nos 15 quilômetros.
"Eu já corri a São Silvestre quando houve a mudança da noite para o dia, agora é uma nova modificação e quero diminuir meu tempo. Normalmente, eu cumpria a prova em 1h10", comentou.
A chuva do período da manhã em São Paulo não é uma grande preocupação para o representante mineiro. "Não muda a minha estratégia, é até melhor para correr, só precisa ficar mais atento para evitar algum acidente ou contusão", explicou.
Hora de ganhar dinheiro
A comercialização de capas de chuva começou cedo na Avenida Paulista. O vendedor Misael Pereira avisa, porém, que o tempo nublado de São Paulo não o influenciou para a venda do produto.
"Na verdade, todo ano tem possibilidade de chuva na São Silvestre, mas normalmente há expectativa de uma chuva forte e rápida", explicou. "Estou com 20 ou 30 capas de chuva para vender, é a chance de ganhar um dinheirinho para o fim de ano. Você quer uma? Sai por R$ 5", informou o comerciante, com sede de lucrar na São Silvestre.
Gazeta Esportiva
Colaborou com esta notícia a internauta mgambrosio, de São Paulo (SP), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.






