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"Estou a um passo de ser uma lenda", diz Bolt após novo recorde

5 ago 2012
19h38
atualizado às 22h19

Marina Novaes
Ulisses Neto
Direto de Londres

O homem mais rápido do mundo não estava satisfeito com os recordes que já havia conquistado nos 100 m rasos e quis provar que sim, ele é o melhor. Usain Bolt, 25 anos, bateu um novo recorde olímpico neste domingo, em Londres, terminando o percurso em 9s63, e fez o que se propôs desde o início da Olimpíada: defendeu seu título.

Usain Bolt quebrou o recorde olímpico da prova dos 100 m neste domingo
Usain Bolt quebrou o recorde olímpico da prova dos 100 m neste domingo
Foto: Terra

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"Eu já era o homem mais rápido do mundo. Eu só vim aqui defender o meu título, e foi isso que eu fiz hoje (domingo). Eu mostrei ao mundo que ainda sou o melhor. Eu sou o melhor e eu estou muito feliz com isso", disse Bolt, em uma entrevista quase tão rápida quanto suas corridas.

Questionado se sentia-se uma "lenda do esporte" por ter quebrado seu próprio recorde olímpico de 9s69, conquistado em Pequim (2008), Bolt fez cara de contrariado. "Não, não. Estou a um passo (de me tornar uma lenda). Eu me sinto quase uma lenda, mas ainda preciso vencer os 200 m rasos", afirmou.

Agitado, Bolt fez questão de falar com a multidão de jornalistas que o aguardava, parando de grupo em grupo na chamada "zona mista". Sorridente, ele chegou a cantar "Every little thing is gonna be alright", do também jamaicano Bob Marley, com um grupo de repórtes.

Além da medalha de ouro, a Jamaica levou a prata, conquistada pelo corredor Yohan Blake, que completou os 100 m rasos em 9s75. A medalha de bronze ficou com o americano Justin Gatlin, que marcou 9s79 - apenas um milésimo de segundo a mais que o corredor Tyson Gay, também dos Estados Unidos, considerado um dos maiores rivais de Bolt, mas que ficou fora do pódio neste domingo.

Sem a menor modéstia - o que é perdoável no caso deles, Bolt e Blake disseram que o dia será o novo "dia da Independência" da Jamaica. "Eu sei que a Jamaica estará muito feliz e eu fiz isso por eles", afirmou Bolt. "As pessoas ficavam falando que eu não conseguiria, que era impossível bater o recorde de novo e 'blá-blá-blá', e eu cansei disso e quis provar que ainda era o melhor", continuou.

"Esse será o nosso dia da independência. Eu tenho certeza que a Jamaica deve estar em festa, deve estar uma loucura lá", disse o medalhista de prata, que afirmou ainda se sentir "honrado" por dividir o pódio com Bolt - seu amigo pessoal e exemplo.

Na área da imprensa, jornalistas veteranos em coberturas olímpicas agiam como fãs diante de um ídolo. Enquanto outros veículos aproveitavam o curto tempo que tinham com Bolt, os demais repórteres se espremiam para conseguir uma foto do velocista. Na saída, uma jornalista chegou a pedir uma foto com ele, mas o corredor recusou, gentilmente, pedindo desculpas. "Eu não posso parar, sabe como é", disse, provocando risos.

Bolt voltará às pistas em busca de um novo ouro e recorde olímpico na próxima terça-feira (7), quando ele disputa os 200 m rasos, no Olympic Stadium. Somente após o resultado desse dia é que o corredor ficará satisfeito em ser chamado de lenda. "Esse é meu sonho, mas antes preciso ganhar os 200 m", disse.

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Fonte: Terra
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