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Temido pelos africanos, Marílson vê queniano como "franco favorito"

30 dez 2010
14h37
atualizado às 16h23

Temido pelos africanos, Marílson Gomes dos Santos é a principal esperança do Brasil na Corrida Internacional de São Silvestre e fala abertamente que seu objetivo é vencer a prova desta sexta-feira. Ainda assim, ele aponta o queniano James Kipsang, campeão em 2008 e 2009, como o mais cotado ao título.

O queniano James Kipsang Kwambai foi apontado por Marílson como o favorito
O queniano James Kipsang Kwambai foi apontado por Marílson como o favorito
Foto: Fernando Borges / Especial para Terra

"É um atleta que deve ser respeitado pelas marcas em maratona, meia maratona e provas mais curtas. Tem outros africanos que tambem vão dar trabalho. A prova está forte e aberta. Vai depender muito do dia, do clima e de quem vai se adaptar melhor. Mas sem dúvida o Kipsang é franco favorito", disse o atleta nesta quinta-feira.

O brasileiro conquistou a São Silvestre nas temporadas de 2003 e 2005, quando disputou a tradicional corrida pela última vez. Em 2006 e 2008, ganhou ainda mais prestígio ao vencer a Maratona de Nova York. O Ele participou da prova norte-americana em novembro, mas garante que não está com o fisico comprometido.

"Tive uma boa recuperação da Maratona, diferente de outras vezes. A São Silvestre é uma prova que sempre gostei de correr, apesar de ter ficado quatro anos fora por não estar bem fisicamente ou por lesão. Essa edição é uma das mais fortes dos últimos anos, mas vou tentar fazer uma boa prova para quem sabe vencer novamente", disse.

Além de James Kipsang, Marílson colocou os marroquinos Abderrahime Bouramdane e Mohamed El Hashimi no grupo de favoritos. "Mas em 2003 e 2005 também tinha vários africanos de alto nível. Eu tenho essa sorte mesmo nas provas de peso", lembrou o brasileiro.

Um corredor da casa não conquista a São Silvestre desde 2006, ano em que Franck Caldeira triunfou. Desde então, os quenianos Robert Cheruiyot (2007) e James Kipsang (2008 e 2009) dominaram a corrida. Questionado sobre o que os africanos têm de diferente em relação aos brasileiros, Marílson riu.

"Precisa descobrir o que eles têm de diferente em relação ao resto do mundo, não apenas em relação aos brasileiros. Eles vêm dominando as provas no mundo inteiro. O grande segredo é descobrir o que eles têm de diferente", afirmou a principal esperança do Brasil.

O recorde da prova de 15 quilômetros - 43min12s - foi estabelecido pelo pentacampeão queniano Paul Tergat na edição de 1995. Já Marílson ganhou com as marcas de 44min19s (2005) e 43min45s (2003). O técnico Adauto Domingues aposta em um tempo inferior a 44 minutos, mas o atleta não se preocupa com o recorde.

"Se houver chance de quebra, é claro que ninguém vai querer deixar para trás, mas depende muito do clima e do desenrolar da prova. Ninguém sabe como vai ser. O principal é um brasileiro tentar vencer e depois vamos nos preocupar com o tempo", encerrou Marílson.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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