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Após erro, chicane da Curva do Café é concluída em Interlagos

3 ago 2011
19h35
atualizado em 4/8/2011 às 10h46

A obra de reconstrução da chicane da Curva do Café, no Autódromo de Interlagos, foi concluída nesta quarta-feira. O circuito, que foi reformado para reduzir a velocidade dos carros em pontos específicos, está em condições de sediar no próximo domingo a Corrida do Milhão - etapa da da Stock Car.

Curva do Café foi alterada depois de acidente fatal na Copa Montana
Curva do Café foi alterada depois de acidente fatal na Copa Montana
Foto: Ivan Pacheco / Terra

O ponto consertado foi onde Gustavo Sondermann morreu em abril durante uma prova da Copa Montana. A medida paliativa havia sido entregue no final de julho pela primeira vez, porém um erro gritante impossibilitou o uso da chicane. Na ocasião, o desvio foi remodelado com a entrada invertida ao traçado.

A obra partiu de uma solicitação da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) e todo o processo foi acompanhado pelos engenheiros da administração do autódromo. O custo total foi de R$ 100 mil.

Cleyton Pinheiro, presidente da CBA, afirmou que o retoque atendeu ao consenso geral. "Engenheiros, pilotos e técnicos tiveram oportunidade de contribuir para a variante que começa a ser usada neste final de semana. Estou seguro que o resultado desta obra terá aprovação geral. Afinal todas as partes interessadas foram ouvidas e consideradas", explicou.

Pilotos aprovam mudança

Popó Bueno, um dos líderes da Associação dos Pilotos, analisou a nova obra e, apesar de ainda não ter andado com um carro pelo local, gostou do que viu. "Olhando agora, depois de feitas as obras, dá para usar. Ainda não posso falar nada sobre o asfalto, mas olhando está bem melhor. A primeira zebra, feita para o Brasileiro de Marcas, era impraticável. Não dava para andar, fizeram uma zebra ao contrário. Sabemos que é um paliativo, ainda exigimos que se faça uma outra obra maior", disse Popó.

Nesta quinta-feira, serão realizados dois treinos extras para que os próprios pilotos analisem a nova reforma. Antes mesmo de andar, Bueno rechaçou qualquer chance de uso de outro paliativo, a bandeira amarela para impedir ultrapassagens no local. "Uma bandeira amarela na Corrida do Milhão é inconcebível. Seria ruim para todo mundo. Temos o recurso do botão de ultrapassagem, em que se ganha mais cem cavalos, se colocar a bandeira amarela ali vai matar esse recurso. Espero que a chicane esteja em boas condições", afirmou.

Primeiro piloto a andar na nova chicane, Nonô Figueiredo aprovou o desenho. "Participei do projeto inicial da chicane, quando não havia de fato a obra executada. Utilizamos cones e pneus. Vamos saber se funcionou com o início dos treinos livres, mas a ideia dos dirigentes era reduzir a velocidade e o objetivo foi alcançado", disse.

Com informações da Agência Lancepress!

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