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B. Senna volta para corrida de 6h em SP e promete ir bem em "decisão"

5 ago 2013
09h50
atualizado às 09h51
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Depois de três anos como coadjuvante na Fórmula 1, Bruno Senna "achou" uma categoria em que é um dos principais pilotos. Adaptado ao Mundial de Endurance, que tem corridas mais longas e carros de turismo, ele confia que aproveitará o bom momento para se destacar em uma etapa especial, a "6 horas de São Paulo", que acontecerá no autódromo de Interlagos a partir do dia 30 de agosto. E é fundamental que Bruno realmente consiga ir bem para continuar na disputa pelo título.

<p>Bruno Senna perdeu a liderança no Mundial de Endurance na França e agora tenta recuperar o prejuízo</p>
Bruno Senna perdeu a liderança no Mundial de Endurance na França e agora tenta recuperar o prejuízo
Foto: Allan Brito / Terra

Ele já estreou no Mundial com vitória, em Silverstone, na Inglaterra. Depois voltou para o pódio, em segundo lugar, na Bélgica. Era tudo que precisava para ganhar confiança, mas então vieram momentos tristes nas 24 horas de Le Mans, umas das provas mais tradicionais e difíceis do automobilismo mundial.

A equipe de Bruno Senna até conquistou a pole position pela terceira vez seguida e fazia uma boa corrida, mas acidentes com outros pilotos da equipe atrapalharam. Um deles, o dinamarquês Allan Simonsen, morreu no hospital por causa do impacto. Além do sofrimento emocional, Bruno ainda teve que lidar com a frustração de perder a liderança.

Como a pontuação de Le Mans vale o dobro, agora o brasileiro está apenas em sexto lugar. Ou seja, a recuperação tem que vir na "decisão" em São Paulo: "agora estou atrás e temos que correr para recuperar o prejuízo. Temos que ganhar essa corrida e quem sabe a de Austin (nos Estados Unidos) também", analisou ele, citando a etapa que ocorrerá após a passagem por São Paulo.

Pelo menos a confiança do sobrinho de Ayrton Senna está em alta: "tenho ido super bem e não vejo motivo pra não ir bem em Interlagos. A Porsche está muito forte, e a pista de Interlagos ajuda bastante o carro deles em termos de tração. Mas nosso carro, com motor dianteiro, também pode ter uma vantagem boa", analisou ele, antes de completar com mais empolgação por voltar ao Brasil: "estou super animado para correr pela primeira vez dentro de casa sem ser na Fórmula 1".

<p>Bruno destacou o contato que tem tido com outros ex-pilotos da F1</p>
Bruno destacou o contato que tem tido com outros ex-pilotos da F1
Foto: Allan Brito / Terra

Além de estar em uma categoria na qual pode ser mais competitivo, Bruno sempre elogia o bom ambiente do Mundial de Endurance, totalmente ao contrário do clima hostil nos bastidores da Fórmula 1. Desta vez ele destacou o contato que tem tido com outros pilotos que saíram recentemente da principal categoria do automobilismo.

"A gente sempre se encontra e bate um papo. Eu fui para o pódio com o Kobayashi e ele veio conversar comigo, perguntar sobre o carro, se a gente estava sobrando ou no limte. É muito tranquilo". Além do japonês, o Mundial tem ainda Giancarlo Fisichella, Nick Heidfeld e até um outro brasileiro que também tem chamado atenção: "o Lucas di Grassi está com uma super boa chance na Audi, foi bem em Le Mans (ficou em terceiro lugar) e está deixando uma ótima impressão", destacou Bruno, provando que realmente críticas e provocações ficam para a Fórmula 1.

O repórter viajou a convite da Gillette

Fonte: Terra
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