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Cem dias após morte em Interlagos, mudanças ainda estão no papel

13 jul 2011
09h01
atualizado às 10h07

Há cem dias, quando a comunidade automobilística chorava a morte de Gustavo Sondermann, era consenso a necessidade de obras na Curva do Café, local do acidente. A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) formou uma comissão para fazer o projeto de uma nova área de escape, foi sugerida a adoção de um radar no local, algumas categorias proibiram ultrapassagens no trecho e existe a promessa de que uma chicane improvisada será adotada ali. Mas nada de concreto foi feito.

Sondermann morreu em abril deste ano, após sofrer um acidente na etapa de Interlagos da Copa Montana, categoria de acesso à Stock Car. Nesse meio tempo, o piloto Thiago Marques enviou à CBA o projeto de uma nova curva no local, mais lenta. As alterações sugeridas eliminariam a necessidade de derrubar um setor de arquibancada, mas ele não obteve resposta.

"O mais simples é colocar uma curva de cerca de 90 graus e não precisaria derrubar a arquibancada, o que gastaria muito dinheiro. A chicane é horrível, mata a reta. Com a nova curva, precisaria de apenas 400 m de asfalto, e tem espaço para uma área de escape sem tirar lugar da arquibancada", diz Marques, que corre no Brasileiro de Marcas.

Já a CBA alega que tem de seguir as exigências do delegado técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Charlie Whiting, que pediu uma obra maior no local. Com o aumento dos custos, a liberação de verba para as obras esbarra na burocracia.

"A ampliação da área de escape no Café será feita pela Prefeitura, mas, pela complexidade da reforma, não ficaria pronta a tempo do GP do Brasil de Fórmula 1, na qual a atual configuração da pista será usada. Vale lembrar que o processo de licitação para obras leva tempo", afirma o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro.

O projeto final da obra já foi enviado para a São Paulo Turismo (SPTuris), empresa municipal responsável pela administração do autódromo, mas ninguém foi encontrado para comentar a informação. Enquanto as promessas não saem do papel, há apenas soluções paliativas, como a chicane, que reestreia no Brasileiro de Marcas, no fim de semana.

Amigos e parentes durante o velório de Gustavo Sondermann, que morreu em abril, após acidente em Interlagos
Amigos e parentes durante o velório de Gustavo Sondermann, que morreu em abril, após acidente em Interlagos
Foto: Reinaldo Marques / Terra
Fonte: Lancepress!
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