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Corintiano, B. Senna é fã de boxe e porta-voz de instituto

28 mai 2009 16h02
| atualizado às 16h15
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Bruno Senna não tinha completado 11 anos quando o tio Ayrton encontrou a curva Tamburello em Ímola. Por causa disso, ficou dez anos sem entrar em um cockpit de um carro de corrida. Mas, para 2010, é um dos possíveis competidores da Fórmula 1, depois de quase arrematar o lugar que acabou ficando com Rubens Barrichello na Brawn GP.

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Em visita ao Terra na última terça-feira, Bruno Senna, 25 anos, concedeu entrevista exclusiva, em que cita esse período de dez anos como o mais esquecível de sua vida. Conta ainda a respeito de diversas preferências pessoais: filme, esporte além do automobilismo e até na cozinha.

Bruno, tal qual o tio, é corintiano, mas não tão fanático. Elege a mãe Viviane como sua personalidade mais marcante, pelo trabalho realizado a frente do Instituto Ayrton Senna. "É um projeto que fará muita diferença para o Brasil".

Confira a entrevista na íntegra:

Terra - Para você, qual a corrida mais marcante do Ayrton?
Bruno Senna - Foi em Donington, em 93. Uma corrida bem especial, na chuva, e ele já saiu na frente com um carro bem mais inferior. Foi minha favorita. Passando perto, porque dos anos 80 não me lembro tão bem (risos).

Terra - Como é seu envolvimento com o Instituto Ayrton Senna?
Bruno - Obviamente que, pela minha carreira, não consigo me envolver diretamente. Tenho um papel mais de porta-voz internacional. Passo bastante da mensagem fora do Brasil e realmente as pessoas não têm conceito do trabalho do Instituto. Faço propaganda e tem muita gente que acaba vindo fazer projetos no Brasil através do contato comigo.

Terra - Falando agora de preferências suas. Qual a cidade que você mais gostou de conhecer?
Bruno - Não sei ainda exatamente qual cidade, mas gostei muito da Austrália e de Melbourne, onde estive em 2006. É um lugar muito legal.

Ainda não pude ir em Sydney, que acho, deve ser mais legal ainda. Dizem que é outro nível. Bem honestamente, sou bastante caseiro, gosto muito de São Paulo, e sempre que posso passar um tempinho em casa, aproveito.

Terra - Você torce para qual time?
Bruno - Sou corintiano.

Terra - Mas você acompanha mesmo ou não é muito ligado?
Bruno - Não sou muito de futebol (risos). Fico contente quando ganha, mas não sou fanático de ficar triste e arrancar os cabelos quando perde.

Terra - E outros esportes, você pratica?
Bruno - Preparação física eu tenho que fazer. Ainda gosto bastante de ciclismo e natação. Faço um pouco de boxe, mas é perigoso paro punho e pode me deixar um tempo de molho. Então parei um pouco, mas gosto bastante. Acompanho muito boxe na televisão, gosto muito de esportes sem bola, mais atléticos.

Terra - E no jet-sky, você se arrisca igual ao Ayrton?
Bruno - Gosto bastante, mas tive poucas oportunidades de andar de jet nos últimos tempos. Passo duas semanas no Brasil e só delas na casa de praia, mas sempre gostei bastante.

Terra - E teu prato predileto, qual é? Conte ainda uma sobremesa para nós.
Bruno - Está no meu site até (risos). É a lasanha de berinjela da minha casa. E a sobremesa é o bolo de cenoura da cozinheira lá de casa, com calda de chocolate.

Terra - Um filme e um livro, quais você citaria?
Bruno - (pensativo) Boa pergunta. Não tem um filme, mas citaria À espera de um milagre, que já deve ter uns 10 anos. Livro, não tenho lido muito, só um pouco a Bíblia. Não diria que tenho um predileto.

Terra - Conte dois momentos inesquecíveis da sua infância. Um bom e um ruim.
Bruno - O bom foi quando ganhei meu primeiro kart, um dia muito especial, e também quando ganhei minha primeira corrida de kart. Um dia ruim foi quando eu soube que não ia poder correr mais de carro de corrida.

Terra - O que você se lembra de quando seu tio morreu? Você só tinha 10 anos.
Bruno - Estava assistindo à corrida normalmente e quando você é criança, não assimila bem as coisas. Demorei para absorver o que tinha acontecido.

Mas não me fez mudar a paixão pelo automobilismo, porque tenho outro ponto de vista sobre o perigo. Foi tudo bem difícil pra mim, porque ele era meu exemplo no esporte e eu perdi isso.

Terra - O que você herdou da personalidade dele?
Bruno - Minha família tem toda uma grande semelhança da forma como a gente pensa as coisas. É uma filosofia de trabalho semelhante de todos e não só do meu tio. Temos esse perfeccionismo, perseverarmos nos projetos que achamos importantes e somos sempre honestos com nós mesmos.

Terra - Cite uma pessoa que você admira que não seja ligada ao esporte?
Bruno - Minha mãe, porque ela foi capaz de fazer um trabalho fantástico com a idéia do Ayrton e transformar isso do sonho para uma realidade de muito sucesso, que com certeza fará muita diferença para o Brasil.

Terra - Ela corneta quando você não ganha? Como é essa relação de vocês?
Bruno - Não, ela é tranqüila, tem um papel bem ativo no gerenciamento da minha carreira. Me ajuda muito, porque é psicóloga formada, com minhas ansiedades e no relacionamento com minha irmã mais velha, que é minha empresária. Relacionar-se com irmão sempre é difícil. Morar, trabalhar junto, é difícil, e minha mãe foi bem importante para que a gente tenha uma boa relação.

Terra - Por que o automobilismo passa muito de pai pra filho? Ou sobrinho, em outros casos.
Bruno - Acho que todo esporte acaba criando uma expectativa do pai em ter um filho que faz isso. Às vezes começa e não continua.

No automobilismo, todos têm fascinação por carro e a família gosta de carro. A molecada vê o pai correndo e cresce com aquilo no sangue. Agora, não necessariamente vai ser competente.

Bruno gosta de outros esportes como boxe, natação e atletismo
Bruno gosta de outros esportes como boxe, natação e atletismo
Foto: Reinaldo Marques / Terra
Fonte: Redação Terra
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